Alcácer do Sal vai pedir ao Governo que decrete estado de calamidade
A Câmara de Alcácer do Sal tenciona pedir ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, devido aos prejuízos causados pelas inundações na cidade e estragos resultantes da passagem da depressão Kristin no município.
“Ainda não conseguimos avaliar esses prejuízos e, por isso mesmo, é que dizemos que é importante a questão do estado de calamidade, porque temos uma série de estabelecimentos comerciais, casas particulares e o lar [de idosos que foi evacuado] que têm inundações grandes”, disse hoje à agência Lusa, a presidente do município, Clarisse Campos.
De acordo com a autarca, a subida do Rio Sado causou várias inundações na baixa da cidade, nomeadamente na Avenida dos Aviadores, a zona mais crítica de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, causando prejuízos em estabelecimentos de “restauração, pastelaria e artesanato”.
“De certeza que os prejuízos serão elevados, para além de serviços afetados desde o fim de semana naquelas regiões onde as estradas tiveram de ser cortadas e as populações isoladas” afetando “o negócio” nessas zonas, acrescentou.
António Grilo, vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, sublinhou, durante a manhã, que além da chuva que tem caído nos últimos dias e da subida da maré do Sado, “as barragens a montante continuam a libertar muita água e, neste momento, não conseguimos alterar a situação”, relatou.
À Lusa, António Grilo realçou que, apesar de estes episódios de inundações causados pelo Rio Sado não serem um fenómeno novo para a população de Alcácer do Sal, “há muitos anos que não” se verificava “uma situação destas” na zona baixa da cidade.
Ao final da tarde de quarta-feira, o município, de forma preventiva, solicitou à E-Redes o corte de eletricidade nesta área e evacuou o lar de idosos da associação AURPICAS, transferindo os 20 utentes, levados para uma outra estrutura da mesma instituição situada na zona alta da cidade ou para casa de familiares.