Autarca de Ansião alerta para necessidade de rapidez nos apoios

Município de Ansião contabiliza 5 milhões de euros em prejuízos devido aos efeitos do mau tempo, sobretudo por causa da depressão Kristin.
Agência Lusa
Agência Lusa
10 mar. 2026, 14:17

O presidente da Câmara de Ansião, Jorge Cancelinha, defendeu hoje a necessidade de rapidez nos apoios à reconstrução dos territórios afetados pelo mau tempo, para que possam restabelecer a normalidade.

“Quanto mais depressa vierem os apoios, mais depressa conseguimos restabelecer a normalidade”, afirmou à agência Lusa Jorge Cancelinha.

Em Castanheira de Pera, onde hoje está a participar numa reunião da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, o autarca referiu que o Município de Ansião já iniciou obras que “eram mais prementes, principalmente nos estabelecimentos de ensino” e “nos pavilhões desportivos, em que as coberturas ficaram afetadas”.

Porém, está por fazer o trabalho nas vias de comunicação e na sinalização, que considerou urgente, “porque concorre para a segurança rodoviária, concorre para o bem-estar das pessoas” e concorre para a reposição da normalidade no concelho.

Sobre os prejuízos, o autarca esclareceu que nos danos em infraestruturas públicas a Câmara tem “uma contabilização de cerca de 3,5 milhões de euros”.

Quando ao levantamento dos danos em associações, instituições particulares de solidariedade social e entidades religiosas, o montante apurado é de 1,2 milhões de euros. Acrescem 120 mil euros no edificado das juntas de freguesia.

“Portanto, num somatório que ascende a cerca de cinco milhões de euros de prejuízos no território”, declarou, realçando o estado em que ficou a Mata Municipal, na sede do concelho, que “foi completamente arrasada” e para a qual a autarquia está “a trabalhar num projeto de arquitetura paisagística”.

Neste caso, os trabalhos de recuperação podem custar um milhão de euros, antecipou o presidente do município, admitindo que este será o investimento “mais relevante” de entre os espaços municipais afetados na sequência da depressão Krinstin, que há quase seis semanas atingiu o concelho.

Em 24 de fevereiro, o autarca disse à Lusa que a Câmara de Ansião (distrito de Leiria) registava àquela data três milhões de euros de prejuízos em infraestruturas municipais.

Então, explicou que o concelho “tem 50 edifícios municipais”, sendo que “todos eles tiveram alguma mazela, todos eles tiveram de merecer obras, para já, de remediação, mas depois obras um bocadinho mais consistentes, nomeadamente o mercado municipal”.

Fazem parte da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, além de Ansião, os municípios de Alvaiázere, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.