Biblioteca solidária em Carrazeda de Ansiães incentiva leitura no município
O município de Carrazeda de Ansiães criou uma biblioteca solidária, numa das praças da vila, onde as pessoas podem tirar um livro para ler ou até levar para casa, incentivando à leitura em papel, explicou, esta quinta-feira, a vice-presidente.
Trata-se de um armário, junto ao Jardim Dom Lopo Vaz de Sampaio, com dezenas de livros, de diversas literaturas e para todas as idades. Em português, mas também noutras línguas, como inglês e francês, tendo em conta a comunidade imigrante instalada em Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.
“Um dia estamos à sombra e apetece-nos ler um livrinho, pegamos e, se não acabarmos, podemos levar para casa. Quando acabarmos de ler, repomos naquele armário”, exemplificou Adalgisa Barata, à Lusa.
O objetivo é “levar, ler e partilhar”, mas também estimular a leitura de livros em papel, num momento familiar.
“Que as crianças puxem os pais para aquele espaço ou até para os próprios pais fazerem uma leitura de uma história a uma criança (…) para os libertar um bocadinho dos 'ipads', dos telemóveis, dos computadores, dos ecrãs”, sublinhou a vice-presidente, lamentando que cada vez se leia menos livros físicos.
Para quem quiser dar uma nova família aos livros que tem em casa, também os pode colocar na biblioteca. “Há pessoas que têm livros que já leram e não os querem deitar fora, mas já está na estante a mais, podem partilhar e deixam-nos lá”, disse.
A biblioteca solidária surgiu de uma iniciativa do programa CLDS 5G (Contratos Locais de Desenvolvimento Social de 5.ª Geração). Foi inaugurada na segunda-feira e o município pretende mantê-la até à chegada do inverno.