Braga investe mais de 1,5 milhões de euros na modernização de reservatórios de água

Na passada sexta-feira foram inauguradas as obras de reabilitação do Reservatório das Sete Fontes, uma das infraestruturas centrais do sistema público de abastecimento de água da cidade minhota, para assinalar o Dia Mundial do Ambiente. 
Redação
Redação
08 jun. 2026, 08:00

Apostar na sustentabilidade a longo prazo e contribuir para a melhoria dos serviços públicos é o mote que serviu de base à inauguração das obras de reabilitação do Reservatório das Sete Fontes, que serviu para assinalar na passada sexta-feira o Dia Mundial do Ambiente.

Promovida pela Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga (AGERE), o investimento traduz-se num valor superior a 1,5 milhões de euros, e insere-se numa estratégia de valorização de uma das infraestruturas centrais do sistema público de abastecimento de água de Braga. 

A intervenção está estruturada em quatro lotes, que abrangem as infraestruturas de Montariol, Picoto de Baixo, Sete Fontes e Celeirós, com o presidente do município, João Rodrigues, a garantir que "a prestação dos serviços públicos, designadamente dos essenciais, como é o caso da água, devem ser prestados garantindo os maiores índices de qualidade”.

De acordo com o autarca, apostar nestas infraestruturas é essencial para o crescimento que Braga, na convicção que se vai prolongar durante os próximos anos. João Rodrigues chama mesmo a atenção para a expansão urbanística prevista para a zona da Confeiteira, que terá capacidade para acolher cerca de 15 mil novos residentes. “Não podemos simplesmente permitir que haja construção e não garantir as infraestruturas. Queremos fazer cidade nova e melhor”, apontou.

Cidade mais resiliente

O presidente realçou o marco de intervir numa infraestrutura com quase quatro décadas de uso, com a certeza que “a cidade está muito atenta à necessidade de garantir a melhoria das suas infraestruturas, a todo o nível”. Na opinião de João Rodrigues, trata-se de um investimento, reforça, que ajuda a que Braga não se limite a crescer em número, mas com a meta de ser uma cidade "melhor do que era no dia anterior”.

Os trabalhos abrangeram a reabilitação estrutural do betão armado, a impermeabilização das células e a aplicação de isolamento térmico, garantindo a proteção sanitária da água armazenada e prolongando a vida útil da infraestrutura. A obra integrou ainda a instalação de uma Unidade de Produção para Autoconsumo com 40 kWp, incorporando soluções de eficiência energética na gestão do sistema hídrico. A intervenção vai reforçar a capacidade de resposta da rede nos períodos de maior consumo e assegurar a fiabilidade do abastecimento a longo prazo.

Já a intervenção nas Sete Fontes, por exemplo, incidiu sobre as duas células mais antigas do reservatório, construídas em 1983, com uma capacidade conjunta de 4.000m³, equivalente ao volume de uma piscina olímpica ou a 4 milhões de litros de água. O investimento neste equipamento ascendeu a cerca de 340 mil euros.

Uma aposta de futuro, defende João Rodrigues: “É uma boa demonstração de que todo o universo municipal tem o know-how, a vontade e a noção de como fazer esta melhoria infraestrutural, porque precisamos de uma cidade mais resiliente, com capacidade de resposta”.