Braga recolhe 2,8 toneladas de resíduos têxteis em prol do meio ambiente
Um projeto do município de Braga para incentivar a economia circular já permitiu, desde 2024, a recolha de quase 2,8 toneladas de resíduos têxteis, evitando a emissão de cerca de 1,5 toneladas de CO2, foi esta segunda-feira, anunciado.
Dos materiais recolhidos, 12,15% foram encaminhados para doação, enquanto outras frações seguiram para diferentes circuitos de valorização.
“Ainda assim, 51,07% foram classificados como lixo indiferenciado, um indicador que reforça a importância de continuar a sensibilizar para a correta separação de resíduos”, refere o município.
Na apresentação dos resultados consolidados do projeto, que decorreu esta segunda-feira, o vice-presidente da Câmara de Braga, Altino Bessa, afirmou que a iniciativa cria “um mecanismo específico para o setor têxtil, uma das indústrias mais poluentes”, e sublinhou o a importância de evitar que aqueles resíduos sejam encaminhados para aterro.
Destacou ainda que o objetivo passa por reutilizar e valorizar as peças que já não são usadas, permitindo que possam ser reaproveitadas ou transformadas noutros produtos, integrando novamente o ciclo económico.
“Queremos que esta comunidade adira ao projeto e perceba que a roupa que já não utiliza pode ganhar uma nova vida, seja através da reutilização, seja através da transformação noutros materiais. Desta forma, evitamos o envio para aterro e promovemos a economia circular”, referiu.
A iniciativa teve início em 2024 como projeto-piloto e integra atualmente a estratégia municipal de promoção da economia circular.
O projeto encontra-se atualmente implementado em várias escolas, instituições e serviços municipais, consolidando Braga como um território comprometido com práticas sustentáveis e com a redução do impacto ambiental associado ao consumo têxtil.
Em 2026, a iniciativa foi alargada à Universidade do Minho, com a instalação de quatro contentores para recolha de têxteis pós-consumo.