Câmara de Gaia vai investir 75 milhões de euros numa "revolução da mobilidade"

A Câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, prevê investir até ao final do mandato cerca de 75 milhões de euros em cinco vias estruturantes do concelho. Novas acessibilidades que o presidente da autarquia classifica como "uma revolução na mobilidade".
Agência Lusa
Agência Lusa
18 abr. 2026, 10:30

O autarca Luís Filipe Menezes admite que entre o final do atual mandato e início do seguinte, as intervenções nas Vias de Ligação (VL)1, VL3, VL10, VL11 e a via de ligação do Estádio Jorge Sampaio ao nó dos Carvalhos, estarão prontas.

Sobre o montante do investimento, Luís Filipe Menezes afirmou que “tem garantido um financiamento de 25 milhões de euros que resultam de acordos com a Infraestruturas de Portugal (IP) e com o consórcio de construção do TGV”.

Acresce a isto, continuou, terem negociado com a IP a construção substancial da VL3 e ter " esperança de, com persuasão e capacidade reivindicativa, dados os estragos que o TGV vai fazer junto ao traçado da VL11", se consigam apoios da IP e do consórcio "para a ligação dessa via na ligação de Grijó a Canelas”.

Segundo o conjunto de propostas divulgado, na VL1 está prevista a construção de um novo troço, de cerca de 1500 metros, entre a Rua de Bustes e a Rotunda Engenheiro Edgar Cardoso. Entre o concurso do projeto de execução e o final dos trabalhos da empreitada, o município prevê que decorram 60 meses.

No cronograma temporal divulgado está prevista a eliminação da caducidade do traçado da VL1 no Plano Diretor Municipal (PDM).

Na VL3, o novo troço terá uma extensão de 3700 metros e permitirá a ligação do nó de Santo Ovídio até ao mar, estando igualmente prevista, segundo Luís Filipe Menezes, a inclusão do metrobus em linha dedicada. Também aqui a estimativa para o final dos trabalhos é de 60 meses.

No caso da VL10, haverá dois novos troços, o sul, da Rua de Mariz à Rua dos Heróis do Ultramar, numa extensão de cerca de 1600 metros, e o norte, do Itinerário Complementar (IC)3 à Rua de Mariz, com quase 3000 metros de extensão.

O metrobus fará também parte, com linha dedicadas, deste dois troços, apontando o cronograma temporal para 48 e 60 meses até ao final das duas empreitadas, respetivamente.

Sobre a via de ligação do Estádio Jorge Sampaio ao nó dos Carvalhos, a extensão prevista é de 2600 metros e uma previsão de conclusão da obra de 60 meses.

No caso da VL11, a proposta de traçado é de 4890 metros, dividido em quatro troços com cerca de 2630 metros. O traçado inicia, de sul para norte, na Avenida Jaime Isidoro (VL5) e terá o troço final a ligar a Passagem Superior à Travessa das Lages. Estão previstas bolsas de estacionamento ao longo do percurso.

“Já está negociado com a Metro do Porto que as vias com metrobus entrarão, de imediato, no sistema metropolitano de transportes", acrescentou o autarca, na expectativa de conseguir "um complemento aos apoios públicos", junto do Estado e da União Europeia.