Câmara de Viseu lança OPA superior a 12 ME para 50 casas prontas a habitar

A Câmara de Viseu vai avançar com a aquisição de 50 habitações prontas a ocupar, num investimento superior a 12 milhões de euros, após apenas 17 das 83 casas previstas para reabilitação terem sido aprovadas pelo PRR, privilegiando a compra direta para não perder financiamento.

Agência Lusa
Agência Lusa
19 fev. 2026, 18:15

A Câmara de Viseu vai lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) de 50 casas prontas a habitar, num valor superior a 12 milhões de euros, no âmbito da estratégia local de habitação, disse hoje a vereadora Marta Rodrigues.

“Vamos lançar uma OPA para comprarmos 50 casas prontas a habitar, uma vez que, das 83 casas do plano estratégico de habitação que seriam para reabilitar, só 17 é que tinham projeto e foram aprovados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, afirmou a vereadora responsável pela Ação Social e Habitação.

Essas 83 casas vinham do executivo anterior, liderado pelo social-democrata Fernando Ruas, que, segundo Marta Rodrigues, “não tinham projetos realizados e, dessas, só foram aprovadas 17 pelo PRR porque era os que havia” feitos.

“Portanto, como já não há tempo, porque está previsto o fim do PRR em agosto deste ano, vamos comprar 50 casas prontas a habitar para podermos solucionar a habitação no concelho”, defendeu.

Marta Rodrigues disse que a compra de casas foi uma das soluções apresentadas, “junto das estâncias, uma vez que a Câmara perguntou o que é que ainda era possível fazer nesta matéria” da habitação.

“Foi-nos dito que ainda haveria este instrumento da possibilidade de aquisição direta de casas já prontas e financiadas a 100% para colocar no parque habitacional municipal, mas, para isso, é preciso fazer uma revisão da estratégia”, indicou.

O município fez uma análise de mercado para chegar aos 50 focos habitacionais “e verificados alguns indicadores, como o índice de população jovem, de rendimentos, o número de pedidos ao programa arrendamento acessível”.

“Paralelamente a isto e para não perdermos tudo o que estava na estratégia local de habitação, foi feita uma recalendarização de todo o processo e feito também uma revisitação à programação financeira para os valores aprovados. Ou seja, estamos a tentar recuperar alguma coisa da antiga e a introduzir esta nova nuance”, clarificou.

 Na reunião pública do executivo, o vereador da oposição (PSD) João Paulo Gouveia, antigo vice-presidente da Câmara, questionou a vereadora Marta Rodrigues sobre se “a requalificação da habitação continuava em cima da mesa ou se já não era opção, nomeadamente nas freguesias” do concelho.

“Nós não vamos deixar de reabilitar casas, mas, face ao prazo do PRR, a nossa prioridade é comprar casas, porque não temos projetos feitos”, reagiu a vereadora Marta Rodrigues.