Câmara quer replicar na margem esquerda sistema de drenagem de Águeda

Segundo Jorge Almeida, o objetivo passa por realizar novas intervenções, adaptadas às especificidades daquela zona, “permitindo resolver definitivamente o problema das inundações e consolidar Águeda como um território resiliente face aos fenómenos climáticos extremos”.
Agência Lusa
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10 fev. 2026, 13:19

O presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, revelou hoje que já foi solicitado à equipa projetista que concebeu o sistema de drenagem da cidade um estudo para proteger a margem esquerda do rio.

Segundo Jorge Almeida, o objetivo passa por realizar novas intervenções, adaptadas às especificidades daquela zona, “permitindo resolver definitivamente o problema das inundações e consolidar Águeda como um território resiliente face aos fenómenos climáticos extremos”.

Ao contrário da margem direita do rio, onde a baixa da cidade tem sido poupada a inundações, na margem esquerda dezenas de moradores e três estabelecimentos comerciais têm estado a sofrer os efeitos das cheias.

O Sistema de Drenagem da Cidade de Águeda contemplou uma primeira fase, junto ao Largo 1.º de Maio, na baixa, e entrou em funcionamento no final de 2022.

A segunda fase foi concluída em dezembro, mais a jusante, junto às antigas instalações do Instituto do Vinho e da Vinha (IVV), e, de acordo com uma nota de imprensa da Câmara de Águeda, “tem sido determinante na proteção do centro urbano”.

À superfície são visíveis duas estações elevatórias, responsáveis por gerir o escoamento das águas pluviais e impedir a entrada da água do rio em períodos de cheia, assegurando também a drenagem da rede pluvial que converge para a baixa da cidade.

“O sistema que implementámos passou com distinção o teste das cheias que têm afetado a região e o país, e sem este sistema a zona baixa da cidade estaria inativa durante pelo menos 15 dias, com impactos significativos na atividade económica e na vida dos residentes”, disse Jorge Almeida.

Segundo o autarca, Águeda está “ cada vez mais” a ser apontada como “exemplo de quem trabalha na prevenção e não apenas nas consequências”.

O primeiro-ministro deslocou-se na sexta-feira a Águeda para acompanhar a evolução da situação hidrológica e conhecer as medidas implementadas pelo município na prevenção de cheias e inundações.

Durante a visita institucional, o chefe do Governo inteirou-se do funcionamento do sistema de drenagem da baixa da cidade, que tem permitido evitar inundações na margem direita do rio Águeda.

Na ocasião, Luís Montenegro destacou o trabalho desenvolvido pela Câmara de Águeda, sublinhando que o investimento realizado pela autarquia tem permitido manter a normalidade no centro urbano, mesmo em contexto de elevada pluviosidade, e admitindo que o sistema possa ser replicado noutros territórios.

 

Câmara de Águeda fecha Rua Vasco da Gama na baixa da cidade por precaução 

A Câmara de Águeda encerrou ao trânsito a Rua Vasco da Gama, na baixa da cidade, por precaução, devido à possibilidade de uma cheia naquela zona, após a chuva intensa que caiu durante a noite.

“Cortámos o trânsito na Rua Vasco da Gama por precaução para as pessoas não irem para o parque de estacionamento do Largo 1.º de Maio. Face aos caudais que temos, estamos a dizer às pessoas para não estacionarem lá agora, mas está tudo seco e contamos que fique assim”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida.

Devido às fortes chuvas registadas durante a noite, a autarquia diz que prevê-se que rios e ribeiras continuem a subir nas próximas horas.

“Tem estado a chover imenso. Desde a uma da madrugada que esteve a chover intensamente. Temos inundações em sítios onde habitualmente não temos, na zona de Valongo e de Travassô. A estrada Nacional 230 entre Águeda e Aveiro está encerrada. Aqui na cidade, temos a cheia na margem esquerda [do rio Águeda], como já aconteceu várias vezes este ano, e temos a margem direita com o nosso sistema de drenagem a funcionar em pleno e esperamos que ele resista até ao fim”, disse o Jorge Almeida.

O presidente da Câmara referiu ainda que a situação mais critica é na freguesia de Valongo, onde existem várias pontes entupidas com o material lenhoso transportado pelo rio.

Perante este cenário, a autarquia alertou a população para proteger os bens, adotar posturas de precaução e evitar deslocações desnecessárias, bem como a afastar-se de locais suscetíveis a inundações ou deslizamentos.

“Estamos a dizer às pessoas para não se afastarem dos bens e que tenham o cuidado necessário para que não sejam surpreendidas com uma subida mais rápida das águas”, disse o autarca, adiantando que, até ao momento, não há situações de pessoas desalojadas.