Caminha assume estabilização de paredão de Moledo em risco de derrocada
A Câmara de Caminha vai assumir, “de forma imediata e com caráter de urgência”, a empreitada para estabilizar o paredão de Moledo para evitar a derrocada e “garantir a segurança do local”, foi hoje divulgado.
“Face à gravidade da situação identificada, a Câmara de Caminha assumiu, de forma imediata e com caráter de urgência, a responsabilidade pela realização de uma empreitada de estabilização da estrutura, visando mitigar ao máximo os riscos de derrocada e garantir a segurança do local”, explica, em comunicado, aquele município do distrito de Viana do Castelo.
No âmbito de uma reunião com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “ficou estabelecido o compromisso, por parte da APA, de estudar, numa fase posterior, uma intervenção de reconstrução do local afetado, assegurando uma solução estrutural adequada e duradoura”, acrescenta a autarquia.
Na nota informativa divulgada hoje, a autarquia não especifica qual o valor estimado para a obra de estabilização da estrutura, nem qual o montante que poderá estar em causa na intervenção de reconstrução duradoura.
A Lusa questionou na segunda-feira a Câmara de Caminha sobre o montante dos prejuízos e reparação dos estragos, mas até ao momento não obteve resposta.
O paredão da praia de Moledo, cujos passeios tinham parcialmente colapsado, encontra-se em “risco real de derrocada” em particular na extremidade norte da estrutura, avisou a autarquia nas redes sociais durante o fim de semana.
Hoje, o município revela que a presidente Liliana Silva “recebeu e reuniu no local com técnicos da APA, numa ação conjunta de verificação ‘in loco’ do estado da zona norte do paredão de Moledo, com o objetivo de avaliar as condições de segurança e aferir o risco de derrocada existente”.
No sábado, a autarquia interditou a passagem no paredão devido ao “colapso de partes do passeio”, uma vez que “a ação do mar originou a escavação da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado”, descreveu o município nas redes sociais.
“Face ao risco iminente de queda de novos blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de viaturas e pessoas nas zonas do paredão”, informou hoje o município, que especificou que a “extremidade norte tem sido a mais afetada pela forte agitação marítima, com deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção”.
A Câmara apelou à população para que respeite as interdições nesta zona, enquanto não é possível garantir “as condições de segurança”.