Candidatos presidenciais regressaram às origens com o Conta Lá

Com as eleições presidenciais a acontecerem este domingo, o Conta Lá recorda a passagem de quatro candidatos pelo programa "A Terra que me fez".
Redação
Redação
16 jan. 2026, 08:00

O candidato António José Seguro à conversa com o apresentador Marcos Pinto

Com as eleições presidenciais a acontecerem este domingo, o Conta Lá recorda a passagem de quatro candidatos pelo programa "A Terra que me fez", conduzido por Marcos Pinto.

António José Seguro, João Cotrim de Figueiredo, Catarina Martins e Jorge Pinto aceitaram o desafio de falar menos de política e mais de origens e de memórias. 

Os candidatos embarcaram numa viagem às raízes, percorrerendo diferentes lugares das suas terras. Foram também convidados a refletir sobre a identidade do país e sobre a forma como Portugal deve ser contado, num formato que procurou dar a conhecer outra faceta de cada um dos entrevistados. 

 

António José Seguro regressa a Penamacor

Na Beira Interior, António José Seguro voltou a Penamacor, a terra onde cresceu. O candidato recordou a infância e os valores transmitidos pela família e pela comunidade local, destacando a sensação de liberdade que marcou esses anos: “não tínhamos parque infantil, então andávamos por aqui, toda a terra era um parque”.

Sobre o que é contar Portugal, o candidato disse que “é dar voz a todos os cantos deste país, sobretudo aos que não têm voz”, elogiando o Conta Lá pela sua “missão cívica e pública” para que “todos contem o nosso país”.

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João Cotrim de Figueiredo e as memórias do Redondo

Foi na vila de Redondo, no Alentejo, que João Cotrim de Figueiredo partilhou memórias familiares e falou sobre o percurso que o levou à política. O candidato recordou a figura do pai, confessando que seria quem mais “iria achar piada” à sua candidatura e percurso.

“Ele achava que eu sempre tive mais jeito para a vida pública. Achava mais do que eu próprio, até porque eu sou um político acidental”, afirmou, acrescentando que nunca pensou “ser presidente de partido ou deputado”. O episódio passou ainda pela concretização dos elementos daquilo que vão ser as Ruas Floridas, evento bienal que transforma dezenas de ruas da vila com flores de papel feitas pela população. Este ano acontencerá em agosto.

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Catarina Martins entre Lisboa e o Porto

Catarina Martins falou ao Conta Lá a partir da Biblioteca das Galveias, em Lisboa, mas reiterou que o Porto é a cidade que a faz sentir “estar em casa”. O local escolhido simboliza momentos marcantes do seu percurso, como a homenagem a Maria Teresa Horta e o lançamento do livro Portugal Esquecido.

Para a candidata, “Contar Portugal é contar as vidas das pessoas que trabalham e que fazem o país, ouvindo-as mesmo”, lembrando que muitas dessas pessoas, fora do espaço mediático, “seguram as comunidades do país todos os dias”.

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Jorge Pinto e a diversidade de Amarante

Em Amarante, Jorge Pinto revisitou os lugares que marcaram a sua juventude e o seu percurso ativista. Entre a paisagem do Tâmega e a passagem pelo barbeiro que frequenta desde miúdo, o candidato falou da importância das suas raízes.

“Contar Portugal é contá-lo pelos seus sotaques, pelo que ele é na verdade, um país diverso”, afirmou, defendendo que a diversidade é “a grande força do nosso país”.
 

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