Cáritas de Leiria lança Fundo de Emergência Social para apoiar famílias

A Cáritas Diocesana de Leiria lançou um Fundo de Emergência Social para apoiar famílias afetadas pela depressão Kristin na Diocese de Leiria-Fátima, com prioridade para habitação própria permanente.

Agência Lusa
Agência Lusa
13 fev. 2026, 16:34

A Cáritas Diocesana de Leiria lançou um Fundo de Emergência Social para apoio às famílias diretamente afetadas pelos danos provocados pela depressão Kristin.

Este apoio destina-se, preferencialmente, a agregados familiares residentes no território da Diocese de Leiria-Fátima e "rege-se por princípios de solidariedade, equidade, imparcialidade, transparência, segregação de funções e prestação de contas”, referiu a Cáritas.

De acordo com a Cáritas, a análise e decisão sobre a atribuição dos apoios compete a uma Comissão de Atribuição do Fundo, constituída especificamente para este efeito, que irá verificar a elegibilidade dos beneficiários e deliberar sobre a atribuição, montante e condições dos apoios.

Como critérios de elegibilidade incluem-se a existência de danos ou prejuízos resultantes da tempestade, a vulnerabilidade socioeconómica ou habitacional e a inexistência ou insuficiência de outros apoios públicos ou de seguradoras.

O Fundo de Emergência Social destina-se “exclusivamente em habitação própria permanente (primeira habitação), podendo igualmente apoiar outras situações de vulnerabilidade socioeconómica diretamente resultantes da tempestade, devidamente avaliadas no âmbito do processo social”.

As equipas no terreno já identificaram e acompanharam as situações no terreno, em articulação com as comunidades locais, “priorizando os casos de maior urgência social”.

A Cáritas solicita que os requerentes enviem fotografias dos estragos verificados na habitação, identificação do titular do agregado familiar, morada completa e contacto telefónico (telemóvel).

Nos próximos dias será disponibilizada uma plataforma digital para o registo formal dos pedidos de apoio e gestão do fundo.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.