Castelo Branco ensina a capturar vespas asiáticas para travar reprodução

A Proteção Civil de Castelo Branco está a promover ações de formação para combater a vespa asiática, envolvendo escolas e a comunidade. A iniciativa ensina a construir armadilhas para capturar vespas rainhas e travar a reprodução. O intuito da iniciativa é proteger os ecossistemas, a apicultura e a saúde pública.
Agência Lusa
Agência Lusa
18 mar. 2026, 20:17

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Castelo Branco está a promover várias iniciativas de esclarecimento e formação para combater a vespa asiática e apela à colaboração da comunidade no combate a esta espécie invasora.

“Esta iniciativa tem como objetivo sensibilizar e envolver a comunidade escolar no combate à vespa velutina, através da construção de armadilhas caseiras, que são produzidas a partir de garrafões de plástico reutilizados, permitindo capturar vespas rainhas, sobretudo no início da primavera, contribuindo assim para interromper o ciclo de reprodução desta espécie invasora”, explicou, em comunicado, o município de Castelo Branco.

Neste sentido, o Serviço Municipal de Proteção Civil deu formação a 12 técnicos da Escola a Tempo Inteiro do município de Castelo Branco, que vão trabalhar com os alunos do 1.º ciclo do ensino básico para ajudar no combate e na erradicação da vespa velutina, vulgarmente também identificado por vespa asiática.

A formação de técnicos e professores da Escola a Tempo Inteiro, no âmbito da “Campanha do Garrafão” já envolveu dezenas de professores, cujo conhecimento adquirido foi transmitido a cerca de 3.500 crianças.

A denominada “Brigada do Garrafão” contribui com a construção de armadilhas nas escolas que posteriormente são distribuídas por vários locais do concelho de Castelo Branco, reforçando o esforço coletivo de monitorização e captura daquela espécie invasora.

A “Campanha do Garrafão” tem como objetivo reduzir a população de vespa asiática, contribuindo para a proteção da atividade apícola, dos ecossistemas e da saúde pública, enquanto promove a educação ambiental e o envolvimento das comunidades escolares nesta causa.

A vespa velutina tem um ciclo biológico anual e cada ninho que não é desativado pode dar origem a cerca de 20 novos ninhos no ano seguinte.