Cestaria de Gonçalo entrelaça história e identidade

Em Gonçalo, uma freguesia do concelho da Guarda, trabalha-se a verga e o vime, moldando estas matérias-primas em diferentes formas de arte. Tem tradição de séculos e foi a atividade principal na localidade durante gerações, mas o número de artesãos encontra-se a diminuir. 
Inês Miguel
Inês Miguel Jornalista
Nuno Fonseca Repórter de imagem
07 mai. 2026, 08:00

A cestaria de Gonçalo apresenta-se como o “berço” da cestaria fina do país. Qualquer cesteiro de Gonçalo aprendeu, desde muito jovem, a entrançar, de forma árdua mas habilidosa, as pontas de verga ou vime que, com arte e engenho, se entrelaçam de forma delicada em torno de moldes. A arte é feita com a ajuda das mais diversas ferramentas e mestria passada de geração em geração.

São os artesãos mais velhos que resistem e lutam para que esta arte se perpetue no tempo, até porque o seu número tem vindo a diminuir de forma preocupante, resultado do envelhecimento da população e da falta de interesse das gerações mais jovens em aprender o ofício. A

exigência do trabalho manual, aliada à pouca valorização económica, contribui para que poucos se dediquem à cestaria como meio de vida.