Com os barcos prontos, freguesia de Ereira, em Montemor-o-Velho, assiste à subida do Mondego
Junto à entrada da freguesia de Ereira, a população junta-se para perceber o pouco que ainda pode fazer para se proteger da força das águas que está para chegar.
Entre os populares, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho apela à "calma" para as próximas horas e admite que não vai baixar os braços junto do Governo para conseguir intervir na estrutura que ali está construída para desviar a água mas que, dizem ao Conta Lá os habitantes, "nunca funcionou".
Enquanto isso, um grupo de pessoas junta-se para conseguir retirar o recheio do bar da Praia Fluvial de Ereira, agora submersa.
"Não conseguimos tirar antes porque não esperávamos que subisse tanto em tão pouco tempo", diz-nos Maria Etelvina, sogra do proprietário do estabelecimento.
Com a água a chegar cada vez mais perto do tabuleiro da principal e única ponte de acesso à freguesia de Ereira, os barcos e botes já navegam pelas águas do Mondego e a população já não tem dúvidas de que "vamos ficar isolados". "Já em 2001 foi assim, a água vinha até dos buracos dos esgotos", lembra ao Conta Lá Olívia, moradora da Ereira.
Com a previsão de chuva para toda a semana e a iminência de uma possível rutura de um dos diques no Baixo Mondego, devido à pressão da muita água liberada pela Barragem da Aguieira, a população já está mentalizada para a dura batalha dos próximos dias.