Com reservas “abaixo dos 50%”, turismo tenta reerguer-se após incêndios de Arouca

A passagem do fogo duas vezes em menos de um ano no território de Arouca não deixou somente um rasto de destruição na paisagem, mas também um cenário negro para o turismo e a economia local. O Conta Lá conheceu dois empresários locais que tentam manter os negócios de portas abertas, contrariando o difícil destino que o fogo veio impor.  
Pedro Marcos Editor de imagem
Ana Rita Cristovão
Ana Rita Cristovão Jornalista
João Lacerda
28 dez. 2025, 20:00

É na freguesia de Alvarenga, na zona norte do concelho de Arouca, que Alfredo Peres recebe turistas há mais de duas décadas no seu alojamento de turismo rural. É um dos mais antigos da zona e também um dos que mais vezes tem tido o coração nas mãos, pela localização rodeada de uma verde mancha florestal que, ano após ano, se tem pintado de cinza. 

Com as reservas “abaixo dos 50%”, cinco meses após a passagem do último fogo na região, o empresário é um dos muitos casos espalhados pelo concelho que anseia pela chegada de melhores dias e pelo fim daquilo que chama de uma “travessia no deserto”. 

Também na freguesia ao lado, em Canelas, Rafael Soares vê a chegada a conta-gotas de turistas – estrangeiros, na sua maioria - que param para um café ou uma refeição quente junto à Praia Fluvial do Areinho – a única entrada possível para o que resistiu dos Passadiços do Paiva. 

Tempos difíceis onde a resiliência, a perseverança e a coragem são as palavras de ordem, enquanto se aguarda com expectativa a chegada de um futuro mais risonho.