Covilhã revisita passado de “cidade-fábrica” com passeios na Rota da Lã
O Museu dos Lanifícios, na Covilhã, promove nos dias 27 de março e 02 de abril dois passeios pedestres na Rota da Lã, eventos que se enquadram na iniciativa “À Descoberta do Turismo Industrial”, divulgou o museu esta quinta-feira.
Os passeios organizados na Covilhã, no âmbito do projeto Rota da Lã Educa, do Programa Transformar Turismo, designam-se Rota CampusLana, que foi desenvolvida pelo Museu dos Lanifícios.
A partir do pátio da parada da Universidade da Beira Interior (UBI), outrora designada praça central da antiga Real Fábrica de Panos, os participantes vão à descoberta do património industrial agora ligado à academia.
Ao longo de dois quilómetros e meio, esta rota cultural faz-se através de um percurso urbano que liga antigas fábricas, que fazem parte da memória da Covilhã, que teve o cognome de “cidade-fábrica”, e que hoje albergam as diversas faculdades e serviços da UBI.
“Se algumas das antigas fábricas ainda hoje são visíveis nas encostas da cidade, seguindo o curso das ribeiras da Goldra e da Carpinteira, outras desapareceram ou estão em ruínas e transformaram-se”.
Algumas das fábricas readaptadas albergam as faculdades de Ciências, Artes e Letras, a de Engenharia e a de Ciências Sociais e Humanas, as residências estudantis Pedro Alvares Cabral, os núcleos museológicos instalados nas Reais Fábricas e Râmolas de Sol, a que se junta a reitoria, situada no convento de Santo António, que estava ligado aos trabalhos de burel.
O circuito termina com a descida da reitoria até à sede do Museu de Lanifícios, na antiga Real Fábrica Veiga.
A CampusLana tem uma aplicação que ajuda os participantes no passeio ao longo do percurso, através de um guia virtual, através da qual os participantes também ficam a saber que o trajeto tem “um grau de dificuldade moderado e uma duração estimada de duas horas e meia”.
O percurso definido pretende “dar a conhecer o rico património cultural incorporado na academia, permitindo um conhecimento que vá além da mera contemplação estética, em direção aos aspetos históricos, geográficos, económicos, sociais, arquitetónicos e outros”.