Derrocada isolou Águas de Penacova e deixou empresa com prejuízos que chegam aos cinco milhões de euros
No dia 9 de Fevereiro, um aluimento de terras destruiu o único acesso à fábrica das "Águas de Penacova". Os camiões que asseguravam o transporte deixaram de ter acesso à empresa que ficou sem poder trabalhar. O cenário já se arrasta há 24 dias. Os prejuizos acumulados já atingem os cinco milhões de euros.
A Câmara de Penacova está a tentar resolver o problema mas a obra pode ainda demorar, tendo em conta os riscos já identificados no local pela Proteção Civil.
A empresa tem noventa trabalhadores e, até ao momento, processou todos os salários explicando ao Conta Lá que não tenciona recorrer a lay-off.

Urbano Marques, Administrador da Águas de Penacova, diz que prefere recorrer a formas de financiamento alternativas para garantir o pagamento de todos os salários e pede à Câmara de Penacova que seja rápida nas obras de recuperação da estrada, lembrando que este acidente foi um "duro golpe" num dos melhores momentos da empresa que acaba de fazer um forte investimento para melhorar e aumentar a produção.
O maior problema, referiu, será recuperar as posições nos hipermercados quando os abastecimentos voltarem à estrada.
Apesar de se tratar de uma das empresas mais importantes da região de Coimbra, até ao momento, o assunto tem tido pouca atenção tanto ao ao nível mediático como a nível politico e governamental.
