Distrito de Aveiro com 19 vias cortadas por causa de inundações

O distrito de Aveiro têm 19 vias interditas por motivo de inundações, sobretudo em Águeda e Estarreja, devido ao mau tempo. 
Rui Mendes Morais
Rui Mendes Morais Jornalista
02 fev. 2026, 13:35

O distrito de Aveiro tinha hoje, pelas 13:00, 19 vias rodoviárias interditas à circulação rodoviária devido sobretudo a inundações, sendo a maioria ruas e caminhos municipais, informou a GNR.

Os concelhos de Águeda e de Estarreja são os que apresentam o maior número de vias sem circulação e todas sem previsão de duração do corte.

Em Águeda, segundo a GNR, existem seis vias afetadas devido a inundações, nomeadamente a Estrada Municipal 577 (Fontinha), a Rua da Pateira (Fermentelos), a estrada do Campo (Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães) e a Rua da Ponte da Barca (Serém). Ainda neste concelho está interdita a Rua do Covão (Aguieira) devido a desmoronamento.

Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição da Rua dos Moinhos (Pardilhó), da Rua General Artur Beirão (Canelas), da estrada paralela à linha férrea, junto à BIORIA (Canelas), da Rua da Estação (Canelas) e da Rua do Vale (Fermelã).

A GNR dá ainda conta de duas vias interditas em Aveiro, nomeadamente a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, e cortes na EN 230-2 e na Rua do Ribeiro, em Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha.

Finalmente, em Ovar, destaque para as interdições da Rua da Floresta, da Rua da Estrada Nova e da Avenida da Praia em Esmoriz.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

   A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.