Dores lombares afetaram 3,2 milhões em Portugal em 2025
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os principais resultados do Inquérito Nacional de Saúde realizado no 4.º trimestre de 2025, onde se conclui que as dores lombares eram em 2025 a principal doença crónica em Portugal, atingindo 3,2 milhões de residentes com 15 ou mais anos, ou seja, quase um terço da população em estudo, sendo também uma das doenças crónicas que mais afeta os jovens (25 aos 34 anos).
Entre as restantes condições de saúde, destacam-se igualmente as proporções de pessoas que referiram ter hipertensão arterial (25,6%), colesterol elevado (23,8%), dores cervicais ou outros problemas crónicos no pescoço (21.6%), alergias (20,2%) e artrose (19,0%).
Dados a que não será alheio o facto de, em 2025, mais de metade da população com 18 ou mais anos - 57,1% mais precisamente, ter excesso de peso ou obesidade, ou seja, um índice de massa corporal (IMC) de 25 ou mais kg/m2. A obesidade (30 ou mais kg/m2) e a pré-obesidade (25 a 29 kg/m2) atingiram 1,7 milhões e 3,8 milhões de pessoas com 18 ou mais anos.
Já a percentagem de consumidores diários de legumes e saladas cifrou-se em apenas 40,6, com a de praticantes de exercício físico semanal a estar pouco acima dos 43%. Já a percentagem das pessoas que consomem alcóol ultrapassa a metada de população e atinge os 55,9%, com a ressalva que apenas 15,3% o fazem diariamente e 40,6%, regularmente, mas não todos os dias.
Dificuldades sensoriais
Os hábitos tabágicos também são motivo de precuopação, apesar de números mais reduzidos. Os dados referentes a 2025 mostram que 1,4 milhões de residentes com 15 ou mais anos (14,6%) eram fumadores, dos quais 1,2 milhões faziam-no diariamente, o que significa 12,7% do total da população. Há 8,4 milhões de pessoas (84,6%) não fumadoras, das quais 6,2 milhões nunca tinham fumado (61,9%) e 2,3 milhões eram ex-fumadores (22,7%).
A saúde oral foi outro dos tópicos analisados e os valores revelam que 5,6 milhões de residentes (56,4%) fazem dela uma avaliação boa ou muito boa, 3,1 milhões como razoável (31,0%) e 1,2 milhões como má ou muito má (11,9%). Para tal, terá contribuído 60,7% da população ter consultado um dentista há menos de 12 meses e 36,9 % há 12 meses ou mais.
Também superior a 20% é o valor das pessoas com dificuldades em ver (2,0 milhões, ou seja, 20,5%), com o relatórioa versar sobre as dificuldades sensoriais e físicas sentidas pelos inquiridos. Os ambientes ruidosos e a memória e concentração a serem destacadas como as principais, por cerca de 2,3 milhões de pessoas, ou seja, 22,8% em ambos os casos.