E-Redes contabiliza 70 mil clientes sem energia elétrica às 12:00

Cerca de 70 mil clientes continuam sem eletricidade no continente, sobretudo nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, apesar da melhoria gradual do abastecimento.
Agência Lusa
Agência Lusa
08 fev. 2026, 16:39

Cerca de 70 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 12:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa.

No segundo balanço do dia enviado pela E-Redes à agência Lusa mantém-se o registo de descida do total de clientes sem luz elétrica, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.

Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin.

Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.

Hoje, pelas 12:00, estavam cerca de 70 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 62 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin.

Segundo a empresa, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 42 mil, seguindo-se Santarém, com nove mil, Coimbra, com oito mil, e Castelo Branco, com dois mil clientes sem eletricidade.

O balanço anterior, divulgado às 08:00 de hoje, indicava que havia 76 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.