Eixo Atlântico discute estratégias urbanas para enfrentar guerras e dificuldades económicas

O Conselho Estratégico do Eixo Atlântico analisou o impacto de conflitos internacionais e da crise económica nos municípios, que enfrentam desafios com recursos limitados. Os líderes políticos e especialistas reuniram-se em Lugo para debater o papel das cidades na resposta a crises globais, destacando a necessidade de maior resiliência urbana.
 
Redação
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22 abr. 2026, 09:56

O Conselho Estratégico do Eixo Atlântico reuniu-se esta semana para discutir como os municípios podem responder a um cenário global cada vez mais instável, marcado por conflitos internacionais, crise energética e pressão económica.

Em cima da mesa estiveram guerras como as da Ucrânia, Gaza e Irão, mas também problemas mais próximos, como o aumento dos preços, o despovoamento e a habitação. A ideia central é clara: apesar de não causarem estas crises, são as cidades que têm de lidar com as suas consequências e, muitas vezes, com recursos limitados.

“As cidades são a linha da frente da resposta às crises”, sublinha-se em comunicado, lembrando que são os municípios que acabam por encontrar soluções e apoiar as populações, sobretudo as mais vulneráveis.

O encontro, realizado em Lugo, contou com a presença de várias figuras políticas e especialistas de Portugal e Espanha, entre eles Luís Nobre, vice-presidente do Eixo Atlântico e presidente da Câmara de Viana do Castelo, e Miguel Fernández, presidente da Câmara de Lugo.

Um dos pontos-chave do debate foi a necessidade de tornar as cidades mais resilientes. No fundo, mais preparadas para antecipar e responder a crises. Para isso, os participantes defenderam medidas como a simplificação da burocracia municipal, de forma a facilitar o investimento e acelerar respostas.

Num contexto global que “não inspira otimismo”, o foco está em prevenir impactos e proteger quem mais precisa, através de estratégias conjuntas entre municípios.

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, deixou ainda uma crítica direta ao panorama político atual: “Enquanto outros permanecem em silêncio com uma subserviência repreensível a Trump, nós trabalhamos pelo futuro das cidades e dos seus cidadãos”.

O debate vai continuar em julho, em Santa Maria da Feira, numa nova sessão do Conselho Estratégico, com o mesmo objetivo: preparar as cidades para um futuro cada vez mais exigente.