Entre facas e memórias: ofício do amolador resiste no Mercado do Bolhão e quer chegar à UNESCO

No Mercado do Bolhão, no Porto, o som do amolador anuncia a existência de um ofício cada vez mais raro. André Fernandes, conhecido como “André Amolador”, representa a terceira geração da família a dedicar-se à amolagem, uma tradição iniciada pelo avô em 1945. 

 
Sofia Dias Olmedo
Sofia Dias Olmedo Jornalista
29 mai. 2026, 08:00

Entre facas, tesouras e guarda-chuvas, o amolador dá nova vida a objetos antigos e utensílios do quotidiano e mantém viva uma profissão em risco de desaparecer.

A vontade de preservar esta herança familiar levou André a candidatar o ofício à Rede Nacional do Património Cultural Imaterial, numa iniciativa incentivada pela esposa, Susana Monteiro. A candidatura foi aceite e o próximo objetivo passa pelo reconhecimento da UNESCO.

Mais do que um símbolo de memória e tradição, a amolagem afirma-se também como um exemplo de sustentabilidade e economia circular, num tempo marcado pelo consumo rápido.