Entre incertezas e oportunidades, o calçado português ambiciona avançar para novos mercados

Com forte vocação exportadora, inovação e foco na sustentabilidade, a indústria portuguesa do calçado quer consolidar-se como referência internacional, mantendo a Europa como prioridade enquanto prepara a entrada em novos mercados.
Pedro Marcos Editor de imagem
João Lacerda
Sofia Dias Olmedo
Sofia Dias Olmedo Jornalista
13 mar. 2026, 08:00

39 empresas portuguesas marcaram presença na maior feira de calçado a nível mundial, a MICAM, em Milão, para apresentar as coleções outono/inverno 2026 e reforçar a aposta na internacionalização. Num contexto global marcado por instabilidade comercial, negociações com blocos como o Mercosul e a Índia, o setor vê abrir-se um novo ciclo de oportunidades, ainda que com efeitos a médio e longo prazo.


Com mais de 90% da produção destinada à exportação e um mercado interno dominado por produtos importados, a indústria portuguesa do calçado continua a procurar crescimento além-fronteiras, sobretudo na Europa, sem perder de vista mercados estratégicos como o Brasil.


Diversidade de oferta, qualidade, inovação e sustentabilidade são os pilares de um setor que quer manter Portugal entre as referências internacionais do calçado, resiliente, competitivo e preparado para os desafios da próxima década.