Entroncamento vai ter 55 câmaras de videovigilância para prevenir criminalidade
“Este protocolo é mais um passo importante para o Entroncamento. Significa reforçar a segurança, prevenir comportamentos de risco e dar mais tranquilidade a quem aqui vive, trabalha ou pretende investir”, afirmou à Lusa o presidente da Câmara do Entroncamento, no distrito de Santarém.
Segundo Nelson Cunha, eleito pelo Chega em outubro de 2025 e a exercer o seu primeiro mandato, o sistema “não substitui o policiamento”, funcionando como “um reforço à confiança” da população e um instrumento complementar ao trabalho da PSP.
O protocolo de cooperação, assinado hoje entre o município e a Polícia de Segurança Pública (PSP), estabelece as bases para a utilização e manutenção do sistema, cuja implementação depende ainda de parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).
De acordo com o autarca, o processo deverá estar concluído em cerca de cinco meses, após aprovação da CNPD, lançamento de concurso público e adjudicação, permitindo colocar as câmaras em funcionamento “praticamente em todo o centro histórico”, bem como em entradas e saídas da cidade e zonas de maior afluência.
O mapa técnico foi definido em conjunto com a PSP, incidindo em locais identificados como mais sensíveis, com o objetivo de reforçar a capacidade de prevenção e apoio às operações policiais.
Inicialmente previsto para 14 câmaras, o sistema foi ampliado para 55 equipamentos, após revisão do projeto pelo atual executivo, com o investimento a subir para cerca de 200 mil euros, verba já aprovada em orçamento municipal.
“O que queremos é aumentar a perceção de segurança e dar mais capacidade de resposta às forças de segurança”, sublinhou o presidente da autarquia.
A gestão do sistema será partilhada, cabendo a componente tecnológica à tutela da Administração Interna, enquanto a manutenção dos equipamentos ficará a cargo do município.
Em comunicado, a Câmara do Entroncamento refere que o protocolo constitui “o primeiro passo para a implementação de um sistema de videovigilância”, destinado a “prevenir a criminalidade, aumentar a sensação de segurança dos cidadãos e apoiar a atuação das forças de segurança”.
À Lusa, o autarca disse ainda que a medida se insere numa estratégia mais ampla de segurança urbana, que inclui a intenção de criar uma polícia municipal e a requalificação da antiga sede da PSP para acolher serviços ligados à proteção civil e fiscalização.
“A videovigilância não resolve todos os problemas, mas contribui para a dissuasão de comportamentos ilícitos e para a proteção de pessoas e bens”, afirmou Nelson Cunha, defendendo que “segurança e liberdade devem caminhar lado a lado”.
O sistema esteve em fase de testes em 2023 e evoluiu agora para uma solução de maior escala, alinhada com o objetivo do executivo de reforçar a vigilância em pontos estratégicos e melhorar o sentimento de segurança no concelho.