Escola em Mortágua já entregou 300 cães-guia e devolveu autonomia a pessoas cegas
Amélia e Honey são a dupla mais recente da Escola de Cães-Guia para Cegos. Estão juntos há sete meses, mas Honey é já o quarto cão-guia de Amélia.
“O meu cão é a minha companhia, é os meus olhos, é como se fosse um filho, ele está 24 horas comigo”, revela Amélia Matos.
É Honey que guia Amélia até à central telefónica do Hospital de Viseu, onde trabalha há 27 anos e onde é conhecida como “A Maria do Cão”.
Jampal, Jaguar, Jedi, Japão, Jackpot, Jazz e Juna têm três meses e meio e são herdeiros de uma importante tarefa: cuidar e guiar os cegos.
A educação do cão-guia passa por quatro fases. Aos três meses são entregues a uma família de acolhimento, com quem ficam até aos 10 meses, altura em que regressam à escola em regime de internato. É aqui que trabalham de segunda a sexta-feira.
“Os olhos de quem não vê” é uma reportagem Conta Lá.