Exército continua no terreno com operações de engenharia

Numa nota enviada ao Conta Lá, fonte do Exército Português diz que os militares “mantêm o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno”.
 
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
12 fev. 2026, 12:49

Esta quinta-feira, o Exército tem no terreno perto de dois mil “empenhados, em 13 distritos e 43 municípios, num dispositivo elevado e flexível para responder à evolução da situação”. A mesma fonte indica que estão também mobilizadas “280 viaturas, 22 máquinas de engenharia e 16 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios préposicionados para emprego rápido sempre que necessário”.

De acordo com a informação, “no período mais recente regista-se o incremento do emprego de Destacamentos de Engenharia em Porto de Mós e Vendas Novas, bem como o reforço da disponibilidade de Pelotões de Intervenção (remoção de escombros e limpeza) e de Equipas de Intervenção (desobstrução e limpeza), mantendo-se as operações de contenção com sacos de areia”.

Na nota podem ler-se os resultados obtidos da atuação do Exército no terreno: “247 lonas/telas de proteção temporária de telhados e 121 coberturas reparadas; 354 toneladas de carga transportada e 443 km de itinerários/estradas abertos; 748 toneladas de escombros removidos; 986 pessoas transportadas, 220 metros de barreiras de contenção instalados e 13 000 sacos de areia utilizados, com aplicação de 1 578 toneladas de inertes em barreiras e contenção; 5 288 patrulhas realizadas (47 074 km percorridos), 242 situações de dificuldade social apoiadas e 123 intervenções do módulo de intervenção psicológica, bem como apoio de lavandaria com 2 620 kg de roupa lavada e disponibilização de 564 alojamentos.”

A fonte avança que “o Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno”.