Feira Internacional de Arte Contemporânea regressa a Lisboa em maio

A Feira Internacional de Arte Contemporânea ARCOlisboa vai regressar à capital de 28 a 31 de maio, na Cordoaria Nacional, com 86 galerias de 19 países, 30 portuguesas e 56 estrangeiras.
Agência Lusa
Agência Lusa
17 abr. 2026, 13:20

Organizada pela IFEMA Madrid e pela Câmara Municipal de Lisboa, a feira irá assinalar dez anos de existência, contando com o “interregno imposto pela pandemia”, nota a organização, sublinhando o papel do certame como ponto de encontro de colecionadores, galeristas, artistas e profissionais do setor.

Com um total de 86 galerias, mais três que na edição de 2025, a feira reunirá, no Programa Geral, núcleo central do evento, 63 galerias – mais duas que na anterior - selecionadas pelo comité organizador, indica em comunicado.

Nesta secção entrarão galerias como Marcelo Guarnieri, Aninat e AA Gallery, e regressam também Juan Silió e CarrerasMugica, enquanto galerias como Salgadeiras, Ackerman Clarke e Río & Meñaka transitam da secção Opening Lisboa para o programa principal.

Com o mesmo número global de galerias portuguesas da edição de 2025, manterão presença 3+1 Arte Contemporânea, Kubikgallery, Cristina Guerra Contemporary Art, Francisco Fino, Pedro Cera e Vera Cortês, a par de galerias internacionais como Ehrhardt Flórez, Each Modern, Leandro Navarro, Sabrina Amrani, Zeller Van Almsick e Consonni Radziszewski, entre outras.

No âmbito do Programa Geral, os projetos SOLO voltam a destacar artistas em apresentações individuais aprofundadas, incluindo Susana Rocha – ATM –, Gloria Martín Montaño – Galería Silvestre –, Vanessa da Silva – Duarte Sequeira –, Christian Lagata – Artnueve –, Catarina Real – Ángeles Baños –, Sandra Mar – Rosa Santos –, Francisco Correia – Nave –, Virgilio – José de la Mano –, e Carsten Fock – Zeller Van Almsick.

A secção Opening Lisboa, comissariada por Sofia Lanusse e Diogo Pinto, com assistência curatorial de Sofia Montanha, reunirá 17 galerias focadas em novas linguagens e espaços emergentes.

Entre os participantes contam-se galerias que regressam, como Chilli, Dialogue e Enhorabuena Espacio, e estreias como Heliconia Projects, Plato, Remota, Salón Silicón e Vision Art Platform.

Como novidade, a feira apresenta o projeto "Arquipélago de Histórias da Arte", dirigido por Cosmin Costinas, que propõe uma reflexão sobre práticas artísticas enraizadas em saberes herdados, com trabalhos de artistas como Irene Chou, Gabriel Chaile, Nadia Taquary e Tsherin Sherpa.

Paralelamente à feira, a programação expositiva inclui uma mostra antológica do artista Jorge Martins, organizada pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural – Lisboa Cultura (EGEAC), patente no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

No Torreão Poente, será apresentada "Três. As coleções da Fundação EDP", assinalando os dez anos de existência do Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT) em Lisboa.

Por seu lado, a secção ArtsLibris volta a participar na feira com cerca de três dezenas de expositores nacionais e internacionais dedicados à edição e às publicações de arte contemporânea, com acesso livre ao público.

Como em anos anteriores, a ARCOlisboa atribuirá vários prémios de reconhecimento artístico, entre os quais o Prémio Fundação Millennium bcp para o Melhor Stand e o Prémio Opening Lisboa, com o objetivo de destacar projetos e galerias participantes.

De regresso ao programa estarão ainda as Millennium Art Talks, com o apoio da Fundação Millennium e da EGEAC, através de conversas sobre colecionismo, mecenato, os conteúdos das secções comissariadas da feira, entre outros temas.

Nos últimos quatro anos, a afluência à ARCOlisboa passou de 11 mil visitantes, em 2022, para mais de 13 mil em 2023 e 2024, e na última edição ascendeu a 14 mil, segundo dados contabilizados pela organização.

A edição anterior foi marcada por um protesto dos galeristas portugueses na feira, em defesa da redução do IVA de 23% para 6% na transação de obras de arte, promovido pela associação Exhibitio - Associação Lusa de Galeristas, reivindicação que viria a ser aprovada pelo parlamento seis meses depois, em novembro do ano passado, no âmbito da aprovação do Orçamento do Estado.