FENPROF denuncia “clima de forte tensão” na realização de provas do 6.º ano
Num comunicado divulgado esta tarde, a FENPROF começa por saudar os professores e investigadores que aderiram à greve geral, numa “expressiva jornada de luta que levou ao encerramento de milhares de escolas em todo o país”.
Para o sindicato, a adesão demonstrou “de forma inequívoca, o profundo descontentamento existente face às políticas do Governo, designadamente quanto às alterações gravosas ao Código do Trabalho e ao processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, que ameaça desvalorizar a profissão, agravar a precariedade e enfraquecer direitos fundamentais dos trabalhadores”.
Não obstante a mobilização, a FENPROF divulga aquilo que diz ter sido um dia marcado por “fortes pressões sobre os trabalhadores em geral, por parte de membros do governo, designadamente pelo primeiro-ministro, e sobre os docentes, em particular, por parte de direções de escolas e de agrupamentos”.
Em concreto, refere situações que considera “ilegais e inaceitáveis”, com “tentativas de condicionamento do direito à greve e de intimidação de trabalhadores”.
No dia em que estavam agendadas as provas ModA, do 6.º ano de escolaridade, a FENPROF admite que as escolas onde efetivamente aconteceram foi sob um clima “de forte tensão entre o Ministério da Educação, as direções escolares e os profissionais da educação, tendo sido denunciadas práticas administrativas abusivas destinadas a minimizar os efeitos da greve e a garantir, a toda a força, que as provas se fizessem”.
A FENPROF refere estar já a proceder a um” levantamento exaustivo” dessas situações, no sentido de agir em conformidade.
A ministra do Trabalho afirmou, em conferência de imprensa, esta manhã, que entre 38% a 45% das escolas estavam encerrada e que "40% dos alunos não puderam realizar a prova ModA" de Português, que estava prevista.