Greve geral: "40% dos alunos não puderam realizar a prova de português"

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou que 40% dos alunos não puderam realizar a prova ModA de português. Ainda assim, disse que “a maioria dos portugueses está a trabalhar”.
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
03 jun. 2026, 12:20

A Ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, disse em conferência de imprensa, esta quarta-feira, que “a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar”, referindo que, no local ou em teletrabalho, a adesão no setor privado é residual. 

“Nas fábricas, as pessoas estão a trabalhar. Toda a indústria está a trabalhar, de acordo com dados recolhidos pela CIP. No setor dos transportes e comércio e grandes superfícies, as portas também estão abertas. Na hotelaria e nas agências de viagem também está tudo a trabalhar normalmente”, afirma.

Relativamente ao setor público, a ministra frisou que a adesão é maior, mas que a maioria dos serviços está a ser assegurada.

Na educação, a tutela admite que entre 38% a 45% das escolas estão encerrada e que "40% dos alunos não puderam realizar a prova ModA" de Português, que estava prevista para esta quarta-feira. 

Já na saúde referiu que “há algumas perturbações nos hospitais", mas ressalvou que não existem dados de adesão à greve "de 100% ou 80% como diz a CGTP”. "Os atos médicos são feitos por equipas e basta a ausência de uma pessoa para que a equipa não possa funcionar”, acrescentou.

“O Governo tem respeito total pelo direito de greve, mas também tem respeito pelo direito a trabalhar”, salientou.

A ministra sublinha que a greve geral é "grave, mas parece ter significativamente pouca adesão, nomeadamente no setor privado”.

Filinto Lima, Presidente da Associação de Diretores e Escolas Públicas, disse esta manhã, em declarações à RTP, que a expectativa era de que a maioria das escolas fechasse e que as provas não se realizassem em muitas escolas por todo o país. 

O responsável afirmou no entanto que os alunos do 6º ano “não serão prejudicados” e que esperava uma nova data do Governo para a realização da prova, o mais rápido possível.