Greve geral: há escolas fechadas de norte a sul do país

Há estabelecimentos de ensino fechados por todo o país devido à greve geral convocada pela CGTP. Esta quarta-feira está marcada a prova ModA de português do 6º ano, mas, em muitas escolas, pode não se realizar. 
 
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
03 jun. 2026, 09:21

Alunos sem aulas e muitos, do 6.º ano de escolaridade, sem conseguirem realizar a prova ModA de português, um exame que estava marcado para hoje e que não conta para avaliação. São estes os efeitos da greve geral convocada pela CGTP contra o pacote laboral.

“A previsão é que, na educação, a maior parte das escolas parem hoje devido à greve geral”, admitiu esta quarta-feira Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas em declarações à RTP.

O responsável disse que “há funcionários que entram às 7h ou às 7h30 e que não vieram para as escolas, estão em greve e já se percebeu que nessas escolas pelo menos (...) não teremos teste ModA.”

No entanto, os alunos do 6º ano “não serão prejudicados” segundo o responsável. Filinto Lima espera que até ao final do dia, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, apresente uma nova data para a realização da prova.

Na Escola Alexandre Herculano, no Porto, não haverá prova. Francisco Gonçalves, secretário-geral da Fenprof, adiantou à RTP que além deste estabelecimento de ensino, há várias escolas encerradas no Porto e em Vila Nova de Gaia, segundo os primeiros dados que vão chegando sobre a adesão à greve.

O dirigente sindical fala num “impacto significativo” na educação. 

Francisco Gonçalves destaca entre as matérias no pacote laboral proposto pelo Governo a que mais afeta os trabalhadores da educação: o “banco de horas, numa profissão como a de professor seria um absoluto desastre na vida pessoal dos professores”. 

“Estamos também num momento que estamos a negociar o estatuto da carreira docente”, acrescenta o secretário-geral da Fenprof. 

Na Guarda, há também vários estabelecimentos de ensino encerrados. A Escola Básica Carolina Beatriz Ângelo, a Escola Básica de Santa Clara e a Escola Secundária da Sé não abriram portas. Em contrapartida, a Escola Secundária de Afonso de Albuquerque está aberta e mantém as atividades letivas.

Esta é a segunda greve geral em 6 meses, convocada pela CGPT.