Festival Portas do Sol regressa à Covilhã com mais de 40 propostas culturais
O centro histórico da Covilhã volta a transformar-se num palco aberto à criação contemporânea no início de julho. Entre os dias 2 e 4, a sétima edição do Festival Portas do Sol propõe uma programação gratuita onde as artes de rua cruzam linguagens, públicos e geografias, consolidando um ciclo de crescimento que tem vindo a afirmar o evento como uma das referências do género em Portugal.
Organizado pela ASTA - Teatro e Outras Artes, o festival apresenta-se, uma vez mais, como um ponto de encontro entre os artistas e a comunidade. A programação de 2026 reúne mais de quatro dezenas de propostas, todas de acesso gratuito. Essa vocação reflete-se na diversidade da programação, que junta concertos, circo contemporâneo, dança, instalações artísticas e workshops, espalhados por locais como a Praça do Município, o Largo Dr. Valério de Morais, o Largo da Igreja de Santa Maria, a zona atrás da Câmara Municipal e o Miradouro Portas do Sol, este último também palco da Sunset Party, com DJ set, lounge e cocktail bar, que se repete ao longo das três noites do festival.
O circo contemporâneo ganha palco na Praça do Município, com propostas como "Liberdade Liberdade", da companhia Ângulo Crítico, a que se juntam a peça da espanhola La Glo Circo, que celebra vinte anos de existência, a da também espanhola Cia Halako Ezpala e a de La Gata Japonesa, igualmente de Espanha. Já a música acompanha as noites do festival em diferentes pontos da cidade, dos concertos de Trevo de Cordas e Rubberband, no Largo Dr. Valério de Morais, às atuações de Bicho Carpinteiro, Carlos Raposo e Cigarra, na zona atrás da Câmara. A dança aérea tem lugar reservado junto à Igreja de Santa Maria, com a peça "Paisagens Efémeras", de Daniel Seabra, entre os destaques.
A programação inclui ainda momentos de reflexão e debate, como o encontro "Arte e Espaço Público", promovido pela própria ASTA Teatro e os cafés filosóficos dedicados ao tema da performance e do espaço público, ambos no Largo Dr. Valério de Morais. O escritor João Morgado apresenta também o seu livro "Magalhães e a Ave-do-Paraíso" e a Câmara Municipal da Covilhã organiza, diariamente, a visita guiada "Rota Portas do Sol", com início na Praça do Município e término na Galeria António Lopes, espaço que acolhe igualmente uma exposição fotográfica do artista francês Jean-Baptiste Champion, prevista para se prolongar até final de julho. Para os mais pequenos, a Galeria António Lopes recebe ainda a atividade "Pequenos Designers - Mini Design Lab".
Paralelamente aos espetáculos, o festival mantém a já tradicional Porta Nascente - Feira de Artes, que reúne artesãos, designers e criadores independentes no Miradouro Portas do Sol. A zona do Largo Dr. Valério de Morais transforma-se também em praça de alimentação, com barraquinhas de restaurantes locais a funcionar entre as 17h30 e as 23h00 de quinta a sábado e acolhe ainda um mercado de artigos em segunda mão. Por toda a cidade, instalações como "Vistas Efémeras", "Green Space" e "Teias de Luz" complementam o percurso, ao lado de iniciativas como o arquivo público promovido pelo Arquivo Municipal da Covilhã e a oferta de livros da Biblioteca da UBI.
A organização sublinha que o festival tem registado um crescimento consistente ao longo das suas edições, contando com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã e revelando um impacto na revitalização do centro histórico da cidade. A ASTA Teatro e Outras Artes é uma associação cultural com estatuto de utilidade pública, financiada pela DGArtes e considera que a divulgação do festival contribui também para a valorização do património e da identidade cultural da região.