Figueiró dos Vinhos pede doação de roupas de cama e mobiliário
O município, através da sua página do Facebook, lança o seguinte repto:
“O Município de Figueiró dos Vinhos apela ao humanitarismo, solidariedade e apoio dos portugueses para que ajudem a população do concelho mais atingida pela Depressão Kristin, a recuperar desta inimaginável situação de crise.”
Acrescenta que “neste momento, há cidadãos que perderam os bens materiais básicos do seu lar devido a esta grave intempérie”.
Por tudo isto, pede que quem tenha disponibilidade possa doar roupas de cama (lençóis, cobertores, almofadas, etc.), mobiliário de quarto e de sala e eletrodomésticos vários.
Os bens angariados devem ser entregues no Pólo de Formação de Figueiró dos Vinhos, Rua Dr. José Luís Calheiros Ferreira - Quinta do Cabeço 3260-402 - Figueiró dos Vinhos.
Na publicação, apelou também “à solidariedade para a necessidade urgente de mão-de-obra para apoio na reparação das coberturas das habitações (pedreiros, serventes e outros)” e ainda “geradores e materiais de construção”, como telhas, cimento ou plásticos.
A depressão Kristin deixou um rasto de destruição no concelho, com centenas de árvores caídas, muros e vedações destruídas, deslizamento de terras e estragos nas escolas e mobiliário urbano.
A Câmara informou também que as “vias principais do concelho estão desobstruídas, sendo possível a circulação entre todas as freguesias e lugares”.
E o Mercado Municipal de sábado “estará aberto ao público no horário normal de funcionamento, como forma de apoio à população no acesso aos bens de primeira necessidade”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Este é o segundo município a vir a público apelar a solidariedade, depois de, também hoje Pedrogão Grande ter solicitado ajuda.