Foz Côa aplica mais de um milhão de euros na criação de um museu do território

Um investimento superior a um milhão de euros vai permitir a criação de um novo museu do território em Freixo de Numão, no concelho de Vila Nova de Foz Côa. O espaço irá valorizar o património arqueológico da região e reforçar a oferta cultural e turística local.
Agência Lusa
Agência Lusa
12 mar. 2026, 14:18

O município de Foz Côa vai avançar com um novo museu do território nas casas Grande de Freixo de Numão e do Moutinho, que representará um investimento superior a um milhão de euros, avançou hoje fonte da autarquia.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora com o pelouro da Cultura, Ana Filipe, disse que hoje foi publicado em Diário da República o primeiro procedimento para aquisição de serviços para a requalificação do Museu da Casa Grande de Freixo de Numão, no valor de 75 mil euros, destinado à organização do espólio museológico.

Segundo a vereadora do município do distrito da Guarda, este primeiro procedimento para a aquisição de serviços é dirigido para a requalificação e restauro das peças do acervo, inventariação e acondicionamento do espaço museológico em mobiliário adequado para a sua conservação e controlo ambiental.

“Este é o primeiro procedimento concursal no total de seis que serão lançados ainda no decurso deste mês, que vão ultrapassar mais de um milhão de euros. Os restantes estão para sair a breve prazo”, indicou a vereadora social-democrata.

Segundo a autarca, o município de Vila Nova de Foz Côa adquiriu estes dois imóveis com o objetivo de criar um novo museu do território para ser integrado na rede museológica da Comunidade intermunicipal (CIM) do Douro, para valorizar o território e criar uma exposição permanente.

“Vamos ainda requalificar e alterar o conteúdo museológico destes dois imóveis para que, no seu conjunto, deem lugar a um museu que albergue o espólio recolhido e a recolher na Estação Arqueológica do Prazo, Castelo Velho, Romancil, Zimbro ou da Castanheira do Vento”, disse.

Outro dos objetivos do projeto é a criação de um centro de estudos dedicado à investigação histórica e arqueológica.

A cronologia do novo museu vai desde a pré-história até à Idade Média, passando por outros períodos das vivências das populações desta região.

A Casa Grande de Freixo de Numão é um palácio barroco, do século XXII, um exemplo da arquitetura oitocentista.

Desde janeiro de 2025 que o Museu da Casa Grande de Freixo de Numão passou oficialmente a integrar a gestão direta do município de Vila Nova de Foz Côa, depois de anos sob a responsabilidade da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão.

Com esta transição, a autarquia assume a tutela de um dos equipamentos culturais mais relevantes do concelho, com o objetivo de garantir maior estabilidade institucional, assegurar a continuidade do trabalho de preservação, investigação e divulgação do património arqueológico da região.

Com esta nova fase de gestão, este município do Douro Superior pretende “reforçar a programação cultural, melhorar as condições expositivas e aprofundar a articulação do museu com as políticas educativas, turísticas e patrimoniais do concelho”.

“Esta medida insere-se na estratégia da autarquia de afirmar a cultura e o património como motores de desenvolvimento local, educativo e turístico, consolidando o museu como um equipamento de proximidade ao serviço do território”, indicou Ana Filipe.