Gaia investe 10,2 milhões de euros em segurança privada até 2029

A Câmara de Vila Nova de Gaia aprovou um contrato de 10,2 milhões de euros para serviços de segurança e vigilância até 2029, incluindo vigilância humana, videovigilância e rondas móveis, com o objetivo de reforçar a prevenção e resposta a incidentes no concelho. O município de Gaia vai investir mais de 10 milhões de euros num modelo integrado de segurança, justificando a medida com a dimensão do território, a elevada população e a necessidade de proteger infraestruturas e serviços municipais.
Agência Lusa
Agência Lusa
05 mai. 2026, 19:09

A Câmara de Gaia aprovou, em reunião privada, a contratação de serviços de segurança e vigilância privada por 10,2 milhões de euros, a vigorar até 2029, foi divulgado esta terça-feira.

A proposta do executivo liderado por Luís Filipe Menezes (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) foi aprovada pelos vereadores com pelouro (incluindo António Barbosa, ex-Chega) e com a abstenção do PS, segundo fonte da autarquia.

O atual contrato de serviços de vigilância e segurança humana foi celebrado em 07 de setembro de 2023 termina a 07 de setembro de 2026, segundo informação disponibilizada na proposta, a que a Lusa teve acesso.

Por isso, este ano, e dado compreender apenas quatro meses, este serviço custará ao município 900 mil euros, em 2027 e 2028 esse valor será de 2,8 milhões e, em 2029, o investimento será de 1,8 milhões porque abarcará apenas oito meses. 

“A necessidade de aquisição de serviços combinados de vigilância e segurança humana, de videovigilância e de rondas móveis para o Município de Vila Nova de Gaia fundamenta-se em razões de natureza operacional, preventiva, legal e financeira, atendendo à dimensão territorial, densidade populacional e diversidade de equipamentos municipais existentes”, justificou a autarquia.

O concelho de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, é um dos maiores municípios do país, com elevada densidade populacional e uma extensa rede de infraestruturas municipais (edifícios administrativos, equipamentos desportivos e culturais e piscinas municipais) e esta dispersão geográfica exige um modelo de segurança integrado e articulado, capaz de assegurar cobertura continua e resposta rápida a incidentes, considerou.

A autarquia assinalou que os serviços municipais recebem diariamente um elevado número de trabalhadores, munícipes e visitantes, sendo que a presença de vigilância humana garante o controlo de acessos, a prevenção de atos de vandalismo, furto ou intrusão, a gestão de situações de conflito e a primeira intervenção em caso de emergência.

A videovigilância, acrescentou, complementa este serviço, permitindo monitorização permanente, recolha de prova em caso de incidente e efeito dissuasor significativo.

Já as rondas móveis reforçam a segurança em períodos noturnos e em locais de menor permanência humana, assegurando fiscalização aleatória e imprevisível, aumentando o efeito preventivo, frisou.

Na reunião de hoje, foi também aprovado, com abstenção do PS, o apoio de 107,5 mil euros ao fogo de artifício das festas de São João.

De acordo com documentos a que a Lusa teve acesso, o valor total do espetáculo piromusical, que acontece entre Gaia e Porto sobre o rio Douro, é de 215.000 euros mais IVA, valor dividido em partes iguais pelos dois municípios.

As câmaras de Gaia, e do Porto, esta sob a presidência de Pedro Duarte (também eleito numa coligação PSD/CDS-PP/IL), assinalam que as festividades de São João são “uma das mais impressionantes manifestações culturais nacionais” que “atingem o seu auge” na noite de 23 para 24 de junho com o tradicional lançamento do fogo de artifício.

Em 2025, o investimento no espetáculo piromusical, que durou 16 minutos e aconteceu entre as pontes Luíz I e da Arrábida, foi de 210 mil euros, valor dividido em partes iguais pelos dois municípios.