Governo avança com reclassificação da Livraria Lello como Monumento Nacional
O Governo anunciou, esta terça-feira, que vai avançar com a reclassificação da Livraria Lello, no Porto, como Monumento Nacional. O anúncio foi feito pelo próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, no dia em que a livraria assinala 120 anos.
Luís Montenegro marcou presença na celebração dos 120 anos da Lello, destacando "o património com impacto cultural, económico e internacional para o Porto e para o país".
Aos 120 anos, a Lello muda de designação e de imagem. Numa nota enviada às redações, lê-se que a livraria "passa a assumir oficialmente a designação Livraria Lello Porto, reforçando de forma explícita a ligação profunda e fundadora à cidade onde nasceu". "A Livraria deixa de pensar apenas a livraria enquanto edifício e passa a pensar a cidade como espaço cultural, colocando o livro no centro dessa visão", refere o texto.
Por outro lado, a nova imagem procura também dar essa centralidade à cidade do Porto. "O rebranding torna agora visível essa relação estrutural, assumindo a cidade como origem, pensamento e atitude", lê-se no comunicado.
Fundada em 1906, a Lello é frequentemente considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo e um ex-líbris do turismo da cidade.
Na celebração dos 120 anos, a livraria apresenta uma instalação editorial, materializada numa edição comemorativa e exclusiva do livro "As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino, com capa azul, desenvolvida em parceria com a Dom Quixote. Este livro-instalação ocupa as estantes do espaço e propõe uma leitura da cidade não apenas como espaço físico, mas como território vivo de memória, imaginação e pensamento crítico.
No âmbito destas comemorações, esta terça-feira foi oferecido um livro aos primeiros 120 visitantes.