Greve geral: os efeitos nos transportes e na recolha do lixo em Coimbra
As paralisações devido à greve geral em Coimbra começaram ainda perto da 23h00 desta quarta-feira, 10 de dezembro. Por esta hora, já o piquete da União de Sindicatos, vestidos de vermelho, tomava o pulso, na estação da Pampilhosa do Botão, à circulação dos comboios da Comboios de Portugal (CP), que acontecia a serviços mínimos.
Luísa Silva, Coordenadora da União de Sindicatos de Coimbra, diz que o novo pacote laboral ultrapassa todos os limites e lamenta pertencer a uma geração que está a perder tudo o que os pais conquistaram.
“Eu acho que se ultrapassaram os limites (...) nós revindicamos muitas vezes, mas desta vez está mesmo a entrar no sentimento dos trabalhadores, no coração dos trabalhadores, eles estão mesmo muito desiludidos. E depois ouvimos o Governo a dizer que é preciso é produtividade, é preciso ganhar lucros, é preciso ganhar dinheiro, mas o ganhar dinheiro é sempre para os mesmos.”
Os trabalhadores que por ali estiveram dizem que não se lembram de medidas comparáveis às que o governo propõe. Os mais novos, que entraram para o mercado laboral recentemente, recordam que os pais queriam para eles um futuro bem diferente.
À uma da manhã, o piquete da União de Sindicatos foi até à porta do Sistema de Tratamento e Valorização de Resíduos Sólidos Urbanos do Litoral Centro (ERSUC), a empresa responsável pela recolha de lixo na região. Aqui trabalhavam alguns colaboradores, mas foram muitos os que deram meia-volta solidários com o apelo à greve.
As manobras da greve contaram com segurança montada pela GNR. Até às 3 horas da madrugada, em Coimbra não havia registo de situações conflituosas.