Guimarães vai ter mais equipamentos e equipas de combate a incêndios
O concelho de Guimarães vai ter “mais equipamentos e um aumento significativo” das equipas da Força Especial de Proteção Civil (FEPC), segundo o plano de operações sub-regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 (DECIR).
“Dos grandes números do plano sub-regional, destacam-se os 531 operacionais, dos quais 475 em ataque inicial (275 pertencentes aos corpos de bombeiros e cerca de 200 que integram outras entidades, nomeadamente FEPC, UEPS (Unidade de Emergência de Proteção e Socorro), GNR, PSP, ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta), câmaras municipais e Afocelca)”, adianta a autarquia, em comunicado.
Relativamente aos corpos de bombeiros, a Câmara de Guimarães, distrito de Braga, acrescenta que se encontram disponíveis para ataque ampliado 56 operacionais organizados em dois grupos.
Quanto aos meios aéreos, regista-se a operação de dois helicópteros, entre 1 de junho e 15 de outubro, a partir dos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Fafe e de Famalicão, indica o município, sublinhando que a sub-região ficará coberta, no âmbito do ataque inicial, por um total de oito CMA com meio aéreo.
“Os incêndios combatem-se sempre muito antes de haver fogos. Queremos reforçar e investir na gestão e na limpeza das faixas de combustível, na manutenção da rede de área florestal, na sensibilização às populações, na articulação operacional permanente e no apoio logístico e técnico aos nossos agentes de proteção civil, às nossas forças de segurança e aos nossos bombeiros”, defende o presidente da Câmara de Guimarães, citado no comunicado.
Para Ricardo Araújo, “esta preocupação não pode ser sazonal, tem de ser permanente e efetiva”, apontando para uma “articulação eficaz entre a parte política, operacional, técnica e académica” com o objetivo de “prevenir, mas, sobretudo, de responder sempre que for necessário”.
Guimarães é Capital Verde Europeia 2026, o que, para o autarca, representa “um compromisso com o futuro”.
“A preservação da nossa floresta contribui decisivamente para aquilo que é a nossa qualidade de vida e património natural. Temos de a preservar, de a defender, porque é uma realidade próxima das casas, dos lugares, das estradas, dos espaços de lazer no nosso concelho”, afirma Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP).