Habitações para jovens em Barcelos com rendas até 400 euros
Uma construtora de Braga vai implantar em Barcelos uma residência colaborativa com cerca de 200 habitações para arrendamento a jovens, por um valor que não ultrapasse os 400 euros, foi esta quinta-feira anunciado.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência sobre modelos de habitação cooperativa e colaborativa, o CEO do dstgroup, José Teixeira, acrescentou que a implantação daquela residência começará ainda este ano e que pretende replicar o conceito por todo o país e no estrangeiro.
“Aquilo que nós queremos a breve prazo, daqui a quatro, cinco anos, é ter aí umas três mil casas. É um novo negócio, que tem uma margem (de lucro) muito pequena, mas tem uma escala grande”, sublinhou.
Em causa está um edifício de construção industrial, com apartamentos com cerca de 40 metros quadrados.
O objetivo é “responder àqueles que precisam”, designadamente os jovens que querem sair da casa dos pais e que ganham, no total, cerca de dois mil euros por mês.
“Estamos a trabalhar numa casa colaborativa, em que o ponto de partida é que queremos alugar a 400 euros, e as pessoas têm uma casa de cerca de 40 metros quadrados, com outros espaços que são comuns”, referiu.
Sublinhou que a empresa não vai vender, mas sim arrendar, e vincou que a casa, toda feita em fábrica, pode ser desmontada e levada para outro lugar.
Disse ainda que se trata de casas baratas, mas “com desenho”.
“Nós acreditamos que a beleza é essencial neste processo”, disse José Teixeira.
Adiantou que a dst vai replicar o modelo por todo o país e, posteriormente, levá-lo também para o estrangeiro.
“Posso construir aqui, depois meto num navio. E depois tem outra coisa, eu posso desmontar, se mudar de casa, e passá-la para outro lado”, frisou.
O empresário lembrou que o código da construção obriga a ocupar as casas com coisas que não fazem falta, como “uma banheira por apartamento”, e defendeu que a realidade atual requer casas mais pequenas e mais baratas, mas confortáveis.
“A boa notícia é que o Governo vai agora criar legislação para incentivar a construção industrial”, referiu, adiantando que isso porá termo à burocracia atual relacionada com o licenciamento.