INEGI assinala 40 anos com foco na inovação tecnológica e novos materiais
O INEGI - Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial celebra 40 anos de atividade, destacando o papel na antecipação de soluções tecnológicas para a indústria, num contexto de crescente complexidade e competição global.
O INEGI - Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial assinala 40 anos “sempre um passo à frente” das evoluções tecnológicas e de materiais necessárias para inovar empresas e industria.
Em declarações à Lusa, o presidente do Conselho de Administração Executivo do INEGI, Alcibíades Paulo Guedes, explicou que há “novos desafios” para a ambição de antecipar e desenvolver soluções para empresas e indústria, porque “o mundo está mais complexo e a indústria e tecnologias têm vindo a progredir a um ritmo alucinante” e a competição é “mais exigente”.
“Eu diria que o desafio principal é que esta competição é cada vez mais exigente, cada vez mais global e requer a locação de recursos maiores para se ter impacto”, observou o responsável, que integra há cerca de 10 anos o instituto do Porto.
Para o INEGI, é “importante concentrar esforços, tomar opções e não dispersar demasiado ou fragmentar demasiado os investimentos”, caso contrário não será possível “competir de forma global”, acrescentou Alcibíades Paulo Guedes.
Apesar dos novos desafios, o instituto está “muito confiante que o futuro permitirá continuar um caminho de impacto e de acrescentar valor”.
Sendo uma associação privada sem fins lucrativos, o INEGI tem sempre entre “30 a 50% dos negócios com projetos e contratos diretamente com a indústria”, sendo os restantes financiados pelos vários mecanismos de projetos europeus e nacionais”, explicou.
“Temos, por ano, para cima de 100 projetos em participação com a indústria”, vincou.
De acordo com o responsável, o INEGI teve “um ritmo de crescimento grande nos últimos 15 anos”, tendo “triplicado de dimensão”.
“Somos hoje 350 pessoas, mais 120 investigadores [de parcerias], atuando hoje, de uma forma bastante significativa, em cinco áreas: Aeronáutica, Espaço e Defesa; Energia; Indústria; Tecnologias para o mar; Transporte”.
Relativamente ao futuro, o presidente do Conselho de Administração Executivo do INEGI, assinala que “tudo que for sensorização e mais inteligência nos equipamentos e tratamento de dados são áreas que vão continuar a evoluir a uma velocidade muito grande”.
“Outra área muito importante é a área dos materiais, porque quando nós hoje falamos de bateria, ou falamos da aeronáutica, ou de um satélite, temos que perceber que estamos a usar novos materiais que, se calhar, há 30 anos não existiam. Portanto, a área dos materiais, quando vamos para a investigação, é uma área também em que temos que continuar a trabalhar”, disse.
A intenção é descobrir “novos materiais, mais sustentáveis, mais resistentes, mais leves” ou seja, com as “características que normalmente se pede sempre em termos de evolução tecnológica”.
Contudo, assinala, “podemos aplicar as mesmas tecnologias a coisas relativamente convencionais e até quase históricas”.
“Estou-me a lembrar do caso dos sistemas elétricos da cidade do Porto, em que nós desenvolvemos sistemas automáticos para a deteção de uma falha do condutor. Se o condutor, por qualquer razão, deixa de poder comandar o elétrico, ele automaticamente entra num sistema de segurança automático e ele próprio vai travando e vai desacelerando”, explicou.