Intoxicações por monóxido de carbono aumentam em relação ao ano passado

Este ano, já foram registadas 28 intoxicações por monóxido de carbono, que envolveram 22 adultos e seis crianças. O INEM alerta para os riscos de braseiras, esquentadores e fogões em locais com pouca ventilação.
Agência Lusa
Agência Lusa
27 nov. 2025, 10:37

Veículo do INEM em movimento numa estrada de alcatrão, com uma parede neutra atrás e um menos de metade de um cartaz.
INEM lança alerta dos riscos de intoxicações por monóxido de carbono.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou este ano 28 intoxicações por monóxido de carbono, mais 10 do que em todo o ano de 2024.

Os casos registados este ano envolveram 22 adultos e seis crianças, refere o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do INEM. Salienta-se ainda que a maioria destas situações esteve relacionada com o uso de braseiras, esquentadores ou fogões em locais com ventilação insuficiente.

Em 2024 foram registados 18 casos de intoxicação por monóxido de carbono, entre os quais duas crianças, segundo o CIAV.

Com a descida das temperaturas e o aumento do uso de equipamentos de aquecimento doméstico, o CIAV relembra numa nota enviada à agência Lusa “a necessidade de uma utilização segura de aparelhos que possam produzir monóxido de carbono, como lareiras, braseiras, esquentadores ou aquecedores a gás”.

“O monóxido de carbono é um gás invisível e inodoro, podendo causar intoxicações com sintomas inespecíficos, como dores de cabeça, náuseas, mal-estar ou sonolência. A prevenção continua a ser a melhor forma de evitar situações potencialmente graves”, lê-se na nota.

O CIAV reforça a necessidade de adoção de medidas preventivas, como verificar o estado e manutenção dos equipamentos antes da utilização e evitar utilizá-los em espaços totalmente fechados.

Recomenda ainda a ventilação adequada nas divisões onde os equipamentos estão a funcionar e, perante sintomas como dores de cabeça, náuseas ou desmaio, abrir portas e janelas, retirar as pessoas para o exterior e contactar o 112 ou o CIAV (800 250 250).