Inundações em Alhandra e Vila Franca de Xira sem vítimas

Em Alhandra e Vila Franca de Xira, as inundações provocadas pelo galgamento do rio Tejo causaram constrangimentos na ferrovia e na estrada, sem registo de vítimas nem desalojados.
Agência Lusa
Agência Lusa
05 fev. 2026, 09:05

O galgamento do rio Tejo causou hoje inundações junto às zonas ribeirinhas de Alhandra e Vila Franca de Xira, Lisboa, que levaram à suspensão da Linha ferroviária do Norte, entre Castanheira e Alverca, segundo a proteção civil.

Fonte do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa adiantou à Lusa cerca das 07:30 que as inundações não causaram vítimas, nem desalojados.

“Por causa das inundações, está suspensa a circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Castanheira e Alverca, e a Estrada Nacional (EN) 10, está cortada no sentido sul-norte junto a Vila Franca de Xira”, disse.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 06:30 pelo menos 70 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas ou superfícies.

Segundo informação disponível no 'site' da ANEPC às 06:30, a maioria das ocorrências foram registadas na Grande Lisboa, nas regiões Oeste, Lezíria do Tejo, Coimbra e Península de Setúbal,

Contactado hoje pela Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa disse esta madrugada se registaram dezenas de ocorrências relacionadas com os efeitos da passagem da depressão Leonardo, a maioria quedas de árvores e inundações, sem vitimas.

A depressão Leonardo está a atravessar o continente com chuva persistente e por vezes forte, e vento, tendo sido emitidos avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.