Lampreia do Rio Minho regressa aos restaurantes até abril

Entre janeiro e abril, a lampreia regressa aos restaurantes, numa iniciativa que alia a preservação do ecossistema do Rio Minho ao património gastronómico da região.

 
Rui Mendes Morais
Rui Mendes Morais Jornalista
18 jan. 2026, 08:00

Património gastronómico volta às mesas de janeiro a abril
Fotografia: Lampreia do Rio Minho

Todos os anos, quando as águas do Rio Minho ficam mais frias, a lampreia regressa para se reproduzir. Entre 15 de janeiro e 5 de abril, este peixe migrador volta a fazer parte da ementa dos restaurantes de Caminha e de outros municípios do Alto Minho, numa tradição ligada ao ciclo natural da espécie. 

A iniciativa é promovida pelas Câmaras Municipais de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Monção e Melgaço, em parceria com a Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Minho (ADRIMINHO), que atua na área da coordenação de projetos de valorização territorial.

Em Caminha, mais de duas dezenas de restaurantes aderem à iniciativa, que sublinha a importância do respeito pela sazonalidade da espécie e pela preservação do ecossistema do Rio Minho, reforçando a ligação entre a natureza, o território e a tradição.

Servem-se pratos de lampreia, normalmente cozida, recheada, assada, na brasa ou envolvida em arroz, ao almoço e ao jantar, mediante marcação prévia.

A ação não tem apenas fins gastronómicos: procura informar e valorizar a lampreia como recurso natural, como um elemento identitário do território e parte integrante da cultura da região.

A lista de restaurantes que adere à iniciativa pode ser consultada nos sites oficiais dos municípios participantes.

A Lampreia do Rio Minho nasce em água doce, passa vários anos no oceano Atlântico, onde cresce e regressa novamente ao Rio Minho para completar o ciclo de vida. É precisamente nesta época de inverno e início de primavera que a espécie volta aos restaurantes.

Até ao início de abril, a lampreia cumpre o seu ciclo natural: regressa ao rio, à história e às mesas, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e territórios no Vale do Minho.