Luís Rodrigues tem cerca de sete milhões de abelhas e uma vida ligada à apicultura: "Cresci com elas desde que nasci"
São sete milhões de abelhas. É este o número de "bichinhos" que o apicultor Luís Rodrigues cuida todos os dias em Vila Pouca de Aguiar, numa vida inteira dedicada à apicultura, que começou praticamente desde que nasceu.
“Sou apicultor desde que nasci, cresci com as abelhas”, contou o apicultor no especial do Conta Lá, que está a percorrer a Estrada Nacional 2. A sério e por conta própria, "já lá vão mais de 40 anos". Pelo meio destas décadas, confessa que já perdeu a conta às vezes que foi picado.
Hoje, gere cerca de 150 colmeias e fazendo as contas, cada uma pode ter até 50 mil abelhas. Ao todo são cerca de sete milhões de abelhas, um número que assume com naturalidade.
Mas nem tudo é doce como o mel que produz. “O decréscimo do número de abelhas é real”, partilhou o apicultor que, ainda assim, insiste que desistir não é opção: “o que podemos fazer é ser teimosos. É preciso haver paixão pela atividade”.
E essa paixão não lhe falta: “A abelha é um bichinho extraordinário. Só quem vive na apicultura é que sabe este mundo. Eu diria que não sei viver sem as abelhas”.
Para Luís, o papel destes insetos vai muito além do mel ou do pólen. “Se as abelhas desaparecerem, a vida desaparece”, alerta, sublinhando a importância da polinização para o equilíbrio dos ecossistemas.
Por isso, critica práticas que considera prejudiciais, como o uso de herbicidas: “Irrita-me ver pessoas a aplicar produtos para matar as abelhas”. Na sua exploração, tenta respeitar ao máximo o ciclo natural: “Só dou alimentação artificial em momentos específicos de SOS, prefiro deixar isso à natureza”.