Mais de 1.800 pessoas conseguiram trabalho em 2025 através do programa Incorpora

Em comunicado, a fundação revela que o programa Incorpora promoveu a contratação de 1.852 pessoas, 64% das quais mulheres, “num total de 1.176 mulheres integradas no mercado de trabalho, face a 676 homens”.
Agência Lusa
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02 mar. 2026, 08:09

Mais de 1.800 pessoas em situação de vulnerabilidade social conseguiram um contrato de trabalho em 2025 através do programa de inclusão profissional Incorpora, da Fundação “La Caixa”, com a colaboração de 936 empresas.

Em comunicado, a fundação revela que o programa Incorpora promoveu a contratação de 1.852 pessoas, 64% das quais mulheres, “num total de 1.176 mulheres integradas no mercado de trabalho, face a 676 homens”.

“Um dado que evidencia o impacto positivo das iniciativas desenvolvidas para favorecer o seu acesso ao emprego e contribuir para a redução das desigualdades de género no mercado de trabalho”, salienta a Fundação, acrescentando que no decorrer do ano passado o programa “reforçou o seu compromisso com a promoção do emprego feminino e com a redução das desigualdades de género no mercado de trabalho”.

Segundo a fundação, apesar de Portugal apresentar uma taxa de desemprego globalmente reduzida, “persistem assimetrias estruturais que afetam de forma particular as mulheres, sobretudo aquelas em situação de maior vulnerabilidade social, frequentemente confrontadas com precariedade económica, responsabilidades de cuidado e dificuldades de conciliação entre a vida profissional e familiar”.

O comunicado destaca que o método do programa tem por base uma rede de mais de 50 entidades sociais, de norte a sul do país, com “mais de 100 técnicos especializados em orientação e prospeção empresarial”, que “concebem percursos personalizados, adaptados às circunstâncias e capacidades de cada pessoa” e “promovem a melhoria das competências profissionais e pessoais”.

O programa Incorpora existe desde 2018, com o objetivo de combater as desigualdades no acesso ao mercado de trabalho, nomeadamente por causa da falta de qualificações, a idade, a origem, a deficiência ou os problemas de saúde física ou mental, que “continuam a dificultar a integração profissional de milhares de pessoas, mesmo num contexto de taxa de desemprego historicamente baixa”.

A fundação explica que o programa “atua como um elo de ligação entre as necessidades das empresas e o talento de pessoas que enfrentam maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho”.

“As empresas participantes não só preenchem vagas, como se envolvem ativamente em modelos de contratação responsáveis que favorecem a existência de ambientes de trabalho mais diversificados e inclusivos”, lê-se no comunicado.

Acrescenta que “a maioria das contratações impulsionadas pelo programa no último ano concentra-se no setor terciário, o maior empregador e o principal motor da economia nacional”, destacando-se as áreas da hotelaria e restauração, comércio, limpeza, cuidados sóciosanitários, transportes e logística.