Mais de 4000 açorianos beneficiam da medida "Regresso a Casa"
Prosseguir os estudos fora dos Açores é uma opção necessária para muitos jovens estudantes originários da região autónoma, no que representa um grande esforço financeiro por parte de muitas famílias e um potencial afastamento geográfico mais permanente da terra onde se encontram as suas raízes e onde podem no futuro enriquecer o talento disponível. São motivos mais que suficentes para o "Regresso a Casa".
Mais de 4000 jovens estudantes açorianos que saíram da sua ilha de residência para frequentar um estabelecimento de ensino já têm aprovadas as suas candidaturas à medida integrada no pacote “+ Jovem”, promovida pelo governo regional, e que pretende minorizar o impacto financeiro desta decisão e manter viva a ligação aos Açores.
Lançada em 2024 pelo governo regional, a medida já chegou a 97% dos candidatos ao longo destes anos, num valor total que supera os 350 mil euros. Para Maria João Carreiro, Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, a medida é "é um dos exemplos mais claros" do que o executivo quer "para a juventude açoriana: remover obstáculos, criar oportunidades e reforçar a ligação dos nossos jovens às suas ilhas e à nossa Região”, garante.
Evitar afastamento
Através deste programa, os estudantes deslocados têm acesso ao pagamento de duas viagens áreas de ida e volta por ano letivo, entre a sua ilha de residência e o local do estabelecimento de ensino que estão a frequentar. Até um montante máximo de 99 euros, o apoio engloba despesas como a aquisição de uma bagagem de porão ou penalizações por alteração de datas das viagens, quando estas não se encontram previstas no bilhete.
Importa também realçar que viagens entre uma ilha que não seja a da sua residência e o território onde se situa o estabelecimento de ensino são equiparadas às restantes, nos casos de inexistência de voo direto ou de residência de um dos seus progenitores. O objetivo, reforça Maria João Carreiro, é que a “distância não se transforme num fator de afastamento dos jovens das suas ilhas” e das suas comunidades.
Podem candidatar-se a esta medida jovens estudantes com idade igual ou inferior a 26 anos, com residência fiscal nos Açores e a frequentar cursos de nível 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 do Quadro Nacional de Qualificações num estabelecimento de ensino fora da sua ilha de residência, incluindo outra ilha dos Açores, continente português ou Madeira. A bolsa de mobilidade é atribuída, por ano letivo, para viagens que decorram no período compreendido entre 1 de setembro e 31 de julho, e as candidaturas podem ser formalizadas no Portal da Juventude de 1 de setembro a 15 de agosto, nos termos do regulamento da medida.