Marcelo deverá ficar internado dois dias após operação a hérnia encarcerada
(Atualizada às 00:27)
De acordo com a presidente do conselho de administração do Hospital de São João, Maria João Baptista, “a cirurgia correu bem, não houve complicações, foi perfeitamente atempada” e o chefe de Estado deverá ficar internado “previsivelmente” dois dias.
Em declarações aos jornalistas, a diretora clínica do Hospital de São João, Elisabete Barbosa, disse que o Presidente precisará de repouso e que “dentro de duas semanas estará recuperado”.
Recorde-se que Marcelo Rebelo de Sousa teve de ser operado a uma hérnia encarcerada, na noite de segunda-feira. O Presidente da República foi admitido no Hospital de São João, no Porto, depois de se ter sentido indisposto, informou a Presidência da República.
"O Presidente da República foi admitido, este fim de tarde, no Hospital Universitário de São João, no Porto (ULS São João), depois de se ter sentido indisposto, na sequência de uma paragem de digestão, quando regressava de Amarante, das exéquias do Engenheiro António Mota", referiu uma nota colocada na página da Internet da Presidência da República.
"Os médicos da Presidência da República entenderam que, antes de fazer a viagem de regresso a Lisboa, seria melhor proceder a exames médicos, que estão neste momento em curso pela equipa médica deste hospital do Serviço Nacional de Saúde", acrescentou a nota.
"É previsível que nos próximos dias fique aqui connosco", disse a presidente do conselho de administração do Hospital de São João.
Maria João Baptista deu nota de que o histórico de Marcelo Rebelo de Sousa (com episódios anteriores semelhantes) foi um dos critérios que levaram à decisão de operar. A responsável garantiu que esta é uma cirurgia de risco baixo, não se esperando complicações, ainda que o Presidente deva ficar internado “durante os próximos dias”.
Antes da operação, Marcelo estava “comunicativo, bem em termos anímicos” e quis “passar uma mensagem positiva às pessoas”, relatou Maria João Baptista.
Por se tratar de uma intervenção simples e relativamente rápida, o Chefe da Casa Civil do Presidente da República afastou qualquer cenário de substituição por parte do Presidente da Assembleia da República. Frutuoso de Melo avançou que o chefe de Estado poderá fazer “uma adaptação da agenda” nos próximos tempos, mas “continuará a exercer funções plenamente".