Material reciclado aumentou em 2025 em Bragança com mais de mais de seis mil toneladas

Em 2025, a Resíduos do Nordeste recolheu mais de seis mil toneladas de material reciclado nos distritos de Bragança e Foz Côa, um aumento de 380 toneladas face a 2024, impulsionado pelo esforço conjunto de cidadãos e municípios.
Agência Lusa
Agência Lusa
30 mar. 2026, 19:01

 A Resíduos do Nordeste recolheu em 2025 mais de seis mil toneladas de material reciclado nos distrito de Bragança e no concelho de Foz Côa, na Guarda, mais 380 do que em 2024, revelou esta segunda-feira à o diretor-geral.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Praça realçou que o aumento de material reciclado é “uma tendência” que se tem verificado “nos últimos anos”.

“Conseguimos crescer nos vários fluxos, nomeadamente no papel/cartão, vidro, metal e plástico, resíduos e equipamentos elétricos e também a componente de biorresíduos”, acrescentou o diretor-geral da empresa intermunicipal, responsável pela recolha de lixo nos 12 concelhos do distrito de Bragança e ainda em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

O material mais recolhido, no ano passado, foi papel, num total de 2.055 toneladas, seguindo-se o vidro, 1.317 e o metal, 1.068.

De acordo com Paulo Praça, estes números são o resultado do trabalho que tem sido desenvolvido pela Resíduos do Nordeste e os próprios municípios, mas também pelos cidadãos.

Para conseguir alcançar números ainda mais elevados, a empresa intermunicipal vai instalar mais cerca de 150 ecopontos, que se juntam aos 1.000 já existentes, e ainda a aquisição de mais viaturas, para poderem fazer o alargamento da rede de recolha.

“O investimento global, naquilo que é a recolha seletiva no seu todo, viaturas, equipamentos, nas várias dimensões, nós temos identificado um investimento de três milhões de euros nesse âmbito. Estamos nesse momento a iniciar os processos de contratação pública para proceder à aquisição desses equipamentos e esperamos que este ano seja possível começar a haver resultados”, vincou.

No entanto, o responsável reconhece que, em Portugal, os parâmetros de reciclagem ainda ficam aquém, devido a “fatores sociais” e a uma “sociedade de consumo”.

“Face à infraestrutura disponível em Portugal, nós já devíamos ter melhor resultado, porque se virmos a rede de ecopontos instalados, ecocentros, meios alocados, devíamos ter mais e melhores resultados, mas isso depende também do cidadão, das nossas práticas”, afirmou.

Por isso, salientou a importância de sensibilizar a população para a reciclagem, nomeadamente os mais novos, crianças e jovens, com visitas à empresa e explicação de todo o processo de recolha seletiva.