Mau tempo causa cerca de 250 mil euros em prejuízos em Torre de Moncorvo

O município de Torre de Moncorvo estima prejuízos de cerca de 250 mil euros provocados pelo mau tempo, afetando estradas, caminhos agrícolas, infraestruturas públicas e culturas no Vale da Vilariça. A autarquia vai avançar com a recuperação dos danos e enviar um relatório ao Governo, admitindo que os prejuízos possam ainda aumentar com a continuação da chuva.
Agência Lusa
Agência Lusa
10 fev. 2026, 12:43

O município de Torre de Moncorvo estimou esta terça-feira que o mau tempo tenha já provocado cerca de 250 mil euros de prejuízos neste concelho do distrito de Bragança, onde estradas, caminhos, muros e equipamentos públicos são a preocupação.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara, José Meneses, disse que, num primeiro levantamento, estão para já calculados cerca de 250 mil euros de prejuízos causados pelo mau tempo, com incidência em estradas municipais, caminhos agrícolas, muros de suporte de terras, praia fluvial da Foz do Sabor, entre outras infraestruturas um pouco por todo o concelho.

“Só no espaço de lazer da praia fluvial da Foz do Sabor estima-se que haja para já prejuízos a rondar os 50 mil euros”, disse o autarca, referindo que o sistema elétrico, equipamento de apoio, sistemas de rega e outras estruturas estarão danificadas porque a “área ficou completamente submersa”.

Há aldeias como a Foz do Sabor, Lousa, Horta da Vilariça, Cardanha, Adeganha e Açoreira, entre outras, que sofreram danos com as fortes chuvadas que se fazem sentir.

No território do Vale da Vilariça, disse, há prejuízos avultados nas culturas agrícolas.

“Quem percorrer o território do Vale da Vilariça vê que está tudo inundado e [há] culturas perdidas ou seriamente comprometidas devido às condições climatéricas adversas, em que os agricultores vão ter sérios prejuízos”, indicou.

Com as previsões de chuva para os próximos dias, o autarca admite que os prejuízos possam ser maiores, sendo que a contabilização será feita quando houver condições favoráveis.

O próximo mês será tempo de o município atuar, principalmente na recuperação da rede de estradas municipais e caminhos agrícolas, para que se possa transitar em segurança para a passagem de veículos e das pessoas, disse.

“Não sabemos se vai haver compensações por parte do Estado, mas vamos meter mãos à obra e começar a trabalhar no restabelecimento da normalidade”, vincou.

José Meneses admite ainda que as obras de requalificação da ponte que liga o Itinerário Principal (IP2) à aldeia da Foz do Sabor estejam comprometidas e que há atraso na empreitada.

Após um levantamento definitivo, o município de Torre de Moncorvo, vai enviar um relatório dos estragos ao Ministério da Agricultura, à Comissão de Coordenação da Regional do Norte (CCDRN).

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.