Mau tempo coloca Chaves em alerta vermelho por risco de cheias

A Câmara de Chaves reforçou os alertas à população devido ao risco de cheia no rio Tâmega. O concelho encontra-se em aviso vermelho e o caudal do rio está a subir vários centímetros por hora.
 
Agência Lusa
Agência Lusa
02 fev. 2026, 11:57

A Câmara de Chaves reforçou os alertas aos moradores e comerciantes por causa do risco de cheia no Tâmega e está a monitorizar “hora a hora” a evolução do caudal deste rio, disse, esta segunda-feira o presidente da Câmara.

“Neste momento todos os meios estão sinalizados e estamos a acompanhar hora a hora a evolução da situação, que a nível da pluviosidade quer da evolução do caudal do rio para que se possa, antecipadamente, avisar todos aqueles que, porventura, possam estar com algum risco associado à inundação”, afirmou Nuno Vaz.

O concelho de Chaves está em aviso vermelho devido à previsão de vento forte, precipitação persistente e intensa nas próximas horas, uma situação que levou já à ativação de todos os meios de Proteção Civil de Chaves que estão em prontidão, nível IV.

O autarca Nuno Vaz disse que, até domingo à noite, o caudal desceu, mas adiantou que desde esta madrugada que está a subir “à razão de sete centímetros à hora”.

“Mas, ainda assim, neste momento ele não transbordou ainda, estará a cerca de 40 a 50 centímetros de que isso possa acontecer”, referiu Nuno Vaz, que falava à agência Lusa por volta das 11:00.

Durante a noite foram, concretizou, operacionalizadas medidas como a colocação de grades nas ruas de acesso, que são mais suscetíveis de inundar, e fizeram-se avisos à população com mensagens através de telemóvel (SMS).

O presidente especificou que são cerca de 50 habitações que estão sinalizadas com maior risco e que, por isso, os seus moradores e comerciantes foram notificados por SMS para que precauções e para que colocarem a salvo os seus bens.

A população foi instada à adoção de comportamentos preventivos, como por exemplo evitar deslocações desnecessárias, a não permanência nas zonas ribeirinhas e especial atenção na circulação rodoviária.

Ao mesmo tempo, acrescentou o presidente, a Proteção Civil fez algumas diligências junto dessas habitações, salientando ainda o apoio das forças de segurança, a PSP na parte urbana e a GNR no meio rural, e das corporações de bombeiros.

Em alerta por causa das cheias, estão também as cidades de Amarante, pelo rio Tâmega (afluente do Douro), e do Peso da Régua, pelo rio Douro.

A Via Navegável do Douro (VND) mantém-se, desde a semana passada, em alerta laranja para o risco de cheias, estando em vigor restrições como a navegação a embarcações com menos de 12 metros de comprimento e interdição à navegação noturna e a cinco quilómetros das barragens.

O Douro já galgou vários cais fluviais e, segundo a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), os cais de Sabrosa e o cais da Ferradosa encontram-se interditos, porque se verificou a queda de um talude junto à área do cais da Ferradosa e, em Sabrosa, o aparecimento de fissuras na estrada/pavimento, pelo que foi interditada a circulação neste troço rodoviário.

A VND tem uma extensão de 208 quilómetros, entre a barra do Douro (Porto) e o local transfronteiriço de Barca D'Alva.