Mau tempo: Estrutura de Missão preocupada com tendência inflacionista após ataque ao Irão
“Não são, seguramente, boas notícias para aquilo que é uma necessidade enorme de concentrarmos recursos”, afirmou aos jornalistas, em Leiria, Paulo Fernandes, referindo, por exemplo, “o petróleo e outros que serão sucedâneos”.
Segundo Paulo Fernandes, “poderá haver aqui alguma tendência novamente inflacionista” em áreas e materiais “absolutamente vitais” para a ação de recuperação do território que, “obviamente, é gigantesca”.
Numa conferência de imprensa com a presença da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que hoje está em Leiria para visitar estruturas que tutela afetadas pelo mau tempo, o coordenador salientou que o conflito é um problema “naquilo que são as questões macroeconómicas” a curto e médio prazos.
“Dão sempre alguma preocupação extra a tudo aquilo que já tínhamos em cima de nós, que é enorme do ponto de vista do esforço de recuperação”, destacou.
Já o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, antecipou que o conflito “vai ter consequências naturais na economia mundial” e, na Europa, “países como Portugal vão ter problemas acrescidos”.
“Relativamente a crises, acho que já temos uma longa aprendizagem e esta será mais uma com que temos de lidar, não só o país, mas a Europa”, assinalou, numa alusão à guerra na Ucrânia.
Gonçalo Lopes prevê “próximos tempos bastante inseguros”, que se podem “traduzir numa escalada grande de preços inflacionados, que poderá contribuir para que haja um retrocesso” nas perspetivas futuras da região e, “em especial, para os territórios mais pobres da Europa”.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.